O povo, sempre o povo

O povo é forte e simples. E é o povo que permite, há 44 anos, a meia dúzia de políticos aldrabões, quase sempre os mesmos, viver à “grande e à francesa” com o dinheiro dos seus impostos. São esses políticos que legislam para dificultar a vida às pessoas, dando a falsa ilusão que o estão a fazer para resolverem problemas essenciais que nos afligem. Não os move o exercício da verdadeira política nem a representação de quem os elegeu, mas tão só o procurar dela servir-se e do seu manancial de mordomias. Para além da retórica em que alguns são mestres, não falam por quem sofre na pele os reais problemas - o povo.

A mentira tornou-se a forma mais comum de fazer política e, hoje, as redes sociais são verdadeiras câmaras de eco de todo o tipo de notícias. As pessoas andam como que anestesiadas e são facilmente manipuladas. Parece estranho,

e até bizarro, políticos se “incomodarem” com falsas notícias. Por um lado, fazem-nas. Por outro, querem combatê -las.

E há noticias, não necessariamente falsas, que nos deixam atordoados. Somos confrontados diariamente com novos focos de corrupção, perpetuados por personagens e instituições que julgávamos “intocáveis”. Cada vez mais, acreditamos menos. Entre nós ainda há muitas situações de grande desconforto entre os mais pobres.

Por que é que a Saúde e a Educação são cada vez mais para quem tem dinheiro?

Por que há tantos idosos com reformas miseráveis, depois de uma vida inteira de trabalho, quando tantos que nunca fizeram nada auferem reformas pecaminosas?

Por que os nossos jovens continuam a fugir do seu país?

Por que não se “mata”a corrupção que nos está matando lentamente?

É tempo de alterar a Constituição e criminalizar o enriquecimento ilícito, o tráfico de influências, o

desbarato dos dinheiros públicos (de todos nós ).

É preciso que se denuncie e investigue estes crimes até o apuramento da verdade. Para que, ainda a muito custo, se continue a acreditar que não está tudo perdido.

Madalena Castro