127 agentes das forças de segurança venezuelana condenados por violação dos direitos humanos desde agosto 2017
O Ministério Público da Venezuela anunciou hoje que 127 agentes das forças de segurança do Estado foram condenados, desde agosto de 2017, por violação dos direitos humanos dos venezuelanos.
“Em julho deste ano, havia 105 funcionários condenados por violações dos direitos humanos, número que aumentou para 127”, anunciou o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime liderado por Nicolás Maduro).
Tarek William Saab fava em Caracas, durante uma conferência de imprensa em que apresentou um balanço de dois anos e três meses da sua gestão e do 50.º aniversário do Ministério Público.
Por outro lado, explicou que “766 funcionários [de organismos do Estado] foram acusados dos delitos de homicídio, tortura, tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, privação ilegítima de liberdade e violações do domicílio, entre outros”.
Também indicou que entre os acusados encontram-se “505 funcionários dos organismos de segurança” por “alegada responsabilidade na violação dos direitos humanos”, dos quais “390 foram privados de liberdade” (detidos).
Tarek William Saab precisou que foram também processados 103 funcionários da empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) e empresas filiais, entre os quais 28 altos gestores, por corrupção, um delito pelo qual foram acusados 150 trabalhadores do Ministério Público.
No total, explicou, pelos delitos de corrupção, foram abertos 8.605 expedientes e formalizadas 2.504 acusações, “um número recorde importante” que levou a “730 sentenças com 1.209 condenados”.
Tarek William Saab disse que as sentenças que condenaram os funcionários do Estado e das forças de segurança fazem parte das “omissões e distorções” do relatório sobre a visita à Venezuela, a 04 de julho último, da alta comissária das Nações para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.