Madeira

MPT acusa Câmara de Machico de usar herbicida “muito nefasto à saúde pública”

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O MPT-Madeira denuncia a Câmara Municipal de Machico pelo uso de herbicida “muito nefasto à saúde pública, à flora endémica e protegida, assim como à fauna que aqui se desenvolve”.

“Este município usa e abusa deste herbicida para limpar caminhos e veredas, como é visível nas imagens que recolhemos e que enviamos para publicar e suportar esta denúncia”, referiu e acrescentou: “Para o MPT-Madeira é completamente inapropriado e desadequado o uso destes herbicidas, podendo dizer claramente que somos contra. Estes herbicidas além de eliminarem as ervas daninhas e plantas invasoras acaba por matar todas as outras plantas e flores, destruindo também a fauna que existe nestes locais”.

De acordo com o MPT, “o uso destes herbicidas são atentados graves à saúde pública, uma vez que há estudos e recomendações da União Europeia que identificam estes produtos como material químico capaz de provocar doenças cancerisnas”.

“Numa Região onde a todo o custo se tenta promover o turismo ambiental, verifica-se que em Machico esse conceito é completamente desprezado, causando nos turistas que nos visitam e passam nestes locais uma contra informação que depois é transmitida além-fronteiras”, disse.

Para o MPT-Madeira, a única forma de contrariar a aplicação destes herbicidas cancerisnos é contratar mais cantoneiros e jardineiros pelas autarquias, de modo a fazer face às respectivas limpezas das veredas, caminhos e jardins, contribuindo assim para baixar o desemprego que é um dos flagelos no concelho de Machico.

“Com a contratação destes recursos humanos, com formação na área, as limpezas seriam realizadas com critério e selecção, eliminando todas as plantas daninhas e invasoras, salvaguardando a flora endémica e protegida, assim como a fauna aqui ambientada”, frisou, concluindo que “o MPT-Madeira também sugere que se faça a plantação de plantas endémicas nos locais onde se vão realizando estas limpezas e que se faça o acompanhamento permanente para que estas plantas se possam desenvolver em harmonia com as políticas ambientais recomendadas”.