Parlamento iraniano acusa Israel, EUA e Arábia Saudita de fomentarem incidentes

O número de mortos nos últimos protestos que ocorreram no Irão já ascendeu aos 12

Irão /
01 Jan 2018 / 17:08 H.

O parlamento iraniano acusou hoje Israel, os Estados Unidos e a Arábia Saudita de fomentarem os distúrbios ocorridos nas manifestações contra a política económica do governo.

A assembleia iraniana realizou uma sessão extraordinária para avaliar a situação do país, na sequência dos protestos dos últimos dias, que levaram a confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Citado pela agência EFE, o porta-voz da comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Naqaví Hoseiní, disse que “o povo do Irão não tolera que um grupo perturbe a ordem pública e cause danos”.

Para Naqaví Hoseiní, os protestos acabaram em tumultos devido à intervenção dos Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita.

Por outro lado, o parlamento reconheceu que a confiança da população se deteriorou, perante o aumento do custo de vida, da política económica e dos casos de corrupção que foram detetados.

A Rússia também se manifestou sobre a questão, advertindo que a influência estrangeira nos assuntos internos do Irão é “inadmissível”.

“A intervenção estrangeira que desestabiliza a situação é inadmissível”, disse um porta-voz da administração russa.

Cerca de 200 pessoas foram detidas na sequência de protestos contra o Governo iraniano em Teerão, informou, no domingo, o vice-governador da capital, Ali Asghar Nasserbakht, citado pela agência ILNA.

Nasserbakht disse que a polícia deteve pessoas que planeavam realizar motins e distúrbios, bem como a destruição de instalações públicas.

O mesmo responsável, que tem a tutela da segurança em Teerão, avançou que foram detidos cerca de 40 líderes dos manifestantes.

Pelo menos 12 pessoas morreram nos protestos que ocorreram no Irão, adiantou hoje a televisão estatal iraniana.