Milhares de venezuelanos foram impedidos de entrar na Colômbia

09 Fev 2018 / 22:18 H.

Milhares de venezuelanos foram hoje impedidos de entrar em território colombiano, um dia depois de o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ter anunciado o reforço das medidas de segurança e passar a exigir um passaporte válido aos migrantes.

Imagens divulgadas pelas televisões colombianas dão conta do momento em que, depois de passar as pontes internacionais Simón Bolívar, Francisco de Paula Santander e La Grita, os venezuelanos tentavam convencer as autoridades a não lhes impedirem a passagem.

“Estão a fechar-nos as portas pela única saída que temos. Na Venezuela não há papel nem passaportes. Não temos bolívares (moeda venezuelana) e trazemos o mínimo. Não queremos incomodar a Colômbia, o que fazemos é por pura necessidade”, explicou um venezuelano à estação de televisão colombiana RCN.

Segundo a Rádio Caracol, milhares de venezuelanos foram travados pela polícia, já do outro lado da ponte, na Colômbia, alguns deles quando tentavam entrar no país, mesmo com o Cartão de Mobilidade Fronteiriça (TMF, siglas locais) caducado.

Vídeos divulgados pela Internet mostram o momento em que a ponte internacional Simón Bolívar (que liga o sudoeste venezuelano com o noroeste colombiano, com a localidade de Cúcuta) está repleta de pessoas, incluindo mulheres grávidas e crianças.

Do lado colombiano os agentes dos serviços de Migração da Colômbia foram apoiados pelo Esquadrão Móvel Anti-tumultos (Esmad) e também por algumas viaturas militares.

Quinta-feira o Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou que para entrar na Colômbia, os venezuelanos necessitavam ter um passaporte ou um Cartão de Mobilidade Fronteiriça (TMF), emitido antecipadamente.

Também anunciou que deixariam de ser emitidos novos TMF, que seria criado um Grupo Especial Migratório, formado por autoridades de vários organismos colombianos e que seria reforçada a segurança fronteiriça.

Segundo Juan Manuel Santos os venezuelanos que entraram na Colômbia antes de 2 de fevereiro vão ter uma Licença Especial Permanente (PEP, siglas locais), de emissão gratuita, que lhes permitirá trabalhar nas mesmas condições que os colombianos.

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