Maduro diz-se “traído” pelos companheiros que acusa de serem corruptos

06 Dez 2017 / 20:43 H.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que se sentia “traído” pelos companheiros corruptos e agradeceu ao Ministério Público pela atenção a denúncias de irregularidades na empresa petrolífera estatal.

“Sinto-me traído por um grupo de companheiros que tomaram os seus cargos para roubar o povo”, disse.

Nicolás Maduro falava às televisões venezuelanas durante uma visita ao Arco Mineiro (sudoeste de Caracas), onde condenou que funcionários públicos incorram em tentativas de corrupção.

“Quem se converter em corrupto é um traidor. Quem roubar o povo será castigado (...) o único que um ladrão pode esperar é que lhe chegue pronto a revolução e a justiça e que seja algemado”, disse.

O Presidente da Venezuela defendeu a “prisão para os traidores e corruptos” e felicitou o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab, pela luta contra a corrupção, “pela celeridade com que atendeu as denúncias que fiz, como Presidente da República, em casos de corrupção muito graves que afetaram a indústria petrolífera”.

Por outro lado anunciou que em breve assinará a certificação da Petro, a nova cripto-moeda venezuelana, suportada pelas reservas de petróleo, gás, outro, diamantes e outros recursos minerais do país.

Nas últimas semanas as autoridades venezuelanas detiveram quase 70 funcionários da empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA), vários deles em cargos importantes, por alegada corrupção.

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