Secretaria afirma que ontem não se removeu amianto da escola do Porto Santo

12 Jul 2018 / 20:41 H.

A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas diz-se “surpreendida” com a informação, por parte da comunicação social, de que três funcionárias da escola secundária do Porto Santo terão sentido reacções alérgicas e se deslocado ao centro de saúde local. Segundo se dizia, estavam a ser retiradas placas de amianto do local, algo que é nocivo para a saúde.

“Importa referir que o trabalhador presente no local, devidamente equipado com o fato de segurança, não estava a retirar placas de amianto, mas sim a inspeccionar o local onde no dia seguinte (hoje) iriam se iniciar os trabalhos de remoção. Não houve, portanto, no dia de ontem, trabalhos de remoção de amianto na Escola Secundária”, esclarece a secretaria.

Além disso, afirma que “as pessoas em causa foram devidamente atendidas e examinadas no centro de saúde e que se encontram bem”.

Por outro lado, recorda que “as obras de construção da nova escola secundária do Porto Santo e de retirada de amianto estão a ser executadas por uma empresa devidamente certificada para o efeito, e que esta cumpre todos os requisitos e procedimentos aos quais está obrigada”.

“A Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas após ter sido informada do sucedido com as referidas funcionárias, deu instruções para que fosse feita, de imediato, uma medição do nível de fibras de amianto presentes no espaço onde se encontravam as pessoas”, acrescenta. Estes resultados estarão disponíveis no início da próxima semana “e serão publicamente divulgados, independentemente da realização de uma averiguação mais formal ao sucedido, para apurar as circunstâncias que conduziram a este episódio apresentado à direcção da escola”.

Os Verdes alertaram para este problema esta tarde

Já durante esta tarde, o Partido Ecologista Os Verdes revelou a sua preocupação para com “a ausência de informação relativamente às obras de remoção do amianto das coberturas” da Escola do Porto Santo.

“Os Verdes consideram que tudo indicia, não terem sido cumpridos, na totalidade, os procedimentos previstos para garantirem a salvaguarda, segurança e protecção da saúde dos trabalhadores, mas também a segurança de terceiros aquando da remoção, transporte e deposição de RCDA (Resíduos de Construção e Demolição com Amianto)”, diziam através de comunicado.

Aliás, garantia mesmo que “vão requerer explicações ao Governo Regional da Madeira, através do Grupo Parlamentar da CDU na Assembleia Legislativa Regional, sobre as medidas de prevenção tomadas na remoção do amianto na escola dos Farrobos e EBS Prof. Dr. Francisco de Freita Branco, no Porto Santo”.

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