“Quando houver uma desgraça nos Marmeleiros, aí já vai ser tarde”

26 Mai 2018 / 13:00 H.

“Quando houver uma desgraça nos Marmeleiros, aí já vai ser tarde.” As palavras são de Roque da Cunha, scretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que participou, há pouco, na tomada de posse dos órgãos sociais da estrutura regional do Sindicato, e visaram ilustrar a urgência que a Região tem em contar com uma nova unidade hospitalar.

O dirigente sindical foi muito elogioso para com o Governo Regional e com responsáveis de saúde da Madeira e crítico para com o Governo da República, em particular, com Adalberto Campos Fernandes.

Roque da Cunha criticou o Governo da República por se comprometer com o financiamento do novo hospital, mas nada fazer para o concretizar. “Os políticos que se entendam”. A crítica teve em conta a vinda de António Costa, nesta semana à Madeira, mas nada de novo aconteceu de facto, garantiu, com base em informações de pessoas ligadas ao processo, que não especificou.

O dirigente do SIM diz esperar que o processo eleitoral do próximo ano seja aproveitado para se “construir a infra-estrutura, para recuperar a dignidade de um serviço de saúde”, que já foi modelo, lembrou, e possibilite aos profissionais que trabalhem “da melhor forma”.

Os elogios para o Governo Regional foram para a abertura ao diálogo que permitiu, mais recentemente a a título de exemplo, definir um tempo médio para consultas e reservas de tempos para a elaboração de relatórios e para seguir médicos internos (estagiários). Uma abertura que, afirmou, contrasta com o anterior Governo e com o que acontece no continente, onde a compreensão do ministro da saúde não faz com que participe nas negociações. Algo que aconteceu na Região. Roque da Cunha desafiou o Governo da República a seguir o modelo acertado na Madeira.

Acabada de ser empossada, a médica pediatra, Fátima Alves, defendeu, igualmente, a “cultura de diálogo” e prometeu uma actuação em prol de uma “saúde de qualidade, para quem a recebe e para quem a ministra”.

Os exemplos do que a cultura de diálogo pode alcançar foram o Acordo colectivo de Trabalho de 2016 e o Acordo de Empresa de 2017, “a jóia da cora”.

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