Protecção Civil assina protocolo com o Grupo Sousa

19 Fev 2018 / 17:35 H.

A Protecção Civil assinou esta tarde um protocolo, por três anos, com o Grupo Sousa, no sentido de partilhar os conhecimentos dos colaboradores da GasLink junto dos vários elementos de socorro, em virtude da operação de Gás Natual Liquefeito (GNL) que está a decorrer desde 2014 na Região. Este protocolo não tem nenhuma componente financeira associada.

“Chegamos hoje a um ponto em que é possível tomar esta iniciativa e vimos treinar no terreno do Serviço Regional de Protecção Civil. Em contrapartida teremos elementos da Protecção Civil que irão participar e frequentar em algumas das nossas iniciativas em termos de formação e treino”, explicou Pedro Frasão, em representação do Grupo Sousa.

Ainda de acordo com Pedro Frasão, vão ser treinadas “áreas muito específicas”, começando desde logo pela base, como é o caso de saber “o que é o GNL, as suas propriedades e os riscos associados ao manuseamento”, que como sabemos “é um combustível que está a uma temperatura criogénica, e portanto, inferior a 150 graus negativos”, daí que existam “determinados cuidados que devem ser tomados em linha de consideração pelos agentes numa situação de emergência, como é o caso da Protecção Civil”.

“Depois avançaremos para outras etapas que vão culminar no treino do combate a incêndios, e para isso é necessário um determinado tipo de equipamentos de protecção individual, que nós já temos na GasLink, e que a Protecção Civil irá apreender quais são as necessidades e as perícias, para da forma mais correcta, se eventualmente for necessário, combater um foco de incêndio”, assegurou Pedro Frasão.

“Tornar a Madeira mais segura nos desafios que se apresentam à Região” é um dos objectivos da assinatura do documento, destacou José Dias, sobre um protocolo que “não tem uma componente financeira associada”, isto é, “o que basicamente estamos a fazer é a utilização de recursos do Serviço Regional de Protecção Civil, dos bombeiros e da GasLink”.

Pedro Ramos, secretário regional da Saúde, também esteve presente na cerimónia e elucidou que este protocolo deixa-o satisfeito, “porque é mais uma actividade formativa que a Protecção Civil consegue transmitir aos seus profissionais e a várias corporações de bombeiros, e naturalmente vai permitir que a Protecção Civil seja um baluarte e um expoente máximo nesta formação a nível nacional”.