Proposta de subsídio de mobilidade da Madeira com apoio alargado na Assembleia da República

12 Jul 2018 / 18:03 H.

A proposta de lei, enviada pelo parlamento regional à Assembleia da República, que determina que os beneficiários do subsídio de mobilidade apenas terão de pagara a sua parte das passagens aéreas - 86 euros para residentes e 65 euros para estudantes -, foi debatido, esta tarde, e registou uma apoio alargado. O diploma será votado ainda hoje.

Antes da discussão, o PS tentou que a proposta baixasse à comissão especializada sem votação, adiando a discussão, mas vários partidos, nomeadamente o PSD e o CDS, opuseram-se a essa proposta.

Na discussão, Heloísa Apolónia (Os Verdes) manifestou apoio total à proposta, tal como o madeirense Paulo Neves que, em nome do PSD, anunciou o voto favorável. o CDS, através de João Almeida apoiou a proposta e manifestou total oposição a que a votação fosse adiada.

António Filipe, do PCP, também apoiou o diploma, defendendo a sua melhoria na discussão na especialidade. Uma posição semelhante à do BE que foi representado pelo madeirense Ernesto Ferraz. No entanto, o deputado bloquista criticou a liberalização da linha aérea e opõe-se a que o novo modelo de subsídio de mobilidade seja uma forma de financiar as companhias aéreas.

Luís Vilhena, deputado do PS eleito pela Madeira, também destacou a justiça da proposta do parlamento madeirense, mas referiu que, neste momento, decorrem negociações entre o governo regional e o governo a República sobre esta matéria. Não ficou claro o sentido de votação socialista.

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