Pilotos defendem “estudo científico” e não apenas “opiniões” sobre os limites de operacionalidade do aeroporto

20 Fev 2018 / 16:40 H.

“Se deixarmos tudo ao critério de um comandante, por mais ‘major Alvega’ que ele seja, podemos estar no caminho da asneira”, afirmou Miguel Silveira, na Comissão de Economia, Finanças e Turismo da Assembleia Legislativa. O presidente da Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea (APPLA) foi ouvido no âmbito das audições que decorrem sobre a operacionalidade do Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo.

Miguel SIlveira, que tem 30 anos de profissão e experiência na linha da Madeira - é comandante de A330 da TAP - considera importante que se encontrem soluções que respeitem a segurança, mas também as necessidades de uma região insular. Algo que compreende, porque viveu até aos 16 anos nos Açores.

Os limites de segurança do aeroporto da Madeira, recorda, foram determinados com a colaboração das associações de pilotos e reconhece a necessidade de serem novamente estudados. A comissão que está a avaliar essas condições de operacionalidade está a trabalhar, mas o presidente da APPLA defende um “trabalho mais célere”. No entanto, lembra que o Aeroporto da Madeira, mesmo depois da ampliação e com a utilização de aeronaves muito mais modernas, continua a ter “particularidades muito sérias”.

Questionado sobre o facto de o aeroporto da Madeira ter limites de operação obrigatórios e não indicativos, refere que há pilotos que se sentem mais confiantes com regras claras e considera prejudicial e um “stress” adicional para os comandantes, levantar aviões que “não têm qualquer possibilidade” de aterrar na Madeira.

Se o aeroporto tem limites, defende que devem ser cumpridos, pode é ser discutido “se os limites estão correctos”. Um trabalho que terá de ser “científico” e não “fruto apenas de opiniões”.

A comissão também vai ouvir o director do Instituto Português do Mar e da Atmosfera na Madeira, Vítor Prior.

No ano passado, em diversos dias, o Aeroporto Internacional da Madeira - Cristiano Ronaldo esteve inoperacional, sobretudo devido a serem ultrapassados os limites de vento.

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