Paulino Ascenção critica Roberto Almada

Candidato à liderança do BE também ‘dispara’ contra o Governo Regional

20 Jan 2018 / 22:02 H.

“Um partido não pode ser uma sociedade unipessoal.” A afirmação foi de Paulino Ascenção, na apresentação da sua candidatura a líder do BE na Madeira, realizada na tarde de hoje, vai direita para o actual coordenador e recandidato, Roberto Almada. Foi no Espaço Paulo Martins que o deputado à Assembleia da República expôs as razões da sua candidatura, perante aproximadamente 50 pessoas, contando-se, entre elas, a mãe. Paulino Ascenção deixou para a parte final da sua intervenção, que durou aproximadamente 20 minutos, as críticas à actual coordenação. O candidato questionou como é que Roberto Almada (sem o nomear) pode coordenar o partido se entende que o BE não tem alguém capaz de ser vereador na CMF. Foi, de acordo com Paulino Ascenção, durante o debate interno sobre as eleições autárquicas, no Funchal. “Um partido não pode ser uma sociedade unipessoal”. “Esta declaração, por parte de quem dirige o partido há 10 anos, é sobretudo um reconhecimento da própria incompetência. E do desejo de não ter no partido gente que possa fazer sombra e disputar o palco. Um partido unipessoal .” Antes de dirigir críticas para o interior e para a liderança de Roberto Almada, Paulino Ascenção censurou a governação do PSD e de Miguel Albuquerque, mas, também aqui, sem nomear quem quer que seja. “A emigração tem sido a sina dos madeirenses, desde sempre”, lembrou o candidato. “Na minha geração, a maior parte dos meus colegas de escola primária emigraram. Tivemos os anos do desenvolvimento, muitas obras, gastou-se muito dinheiro o dinheiro que havia e o que não havia. Fez-se uma dívida que estamos a pagar, estão ai as obras, tantas que não servem para nada e a geração que agora acaba os estudos e quer trabalhar fazer a sua vida não tem trabalho aqui, tem emigrar outra vez a mesma sina”. Paulino Ascenção lembrou que houve “tantos milhões mal gastos, foi muito mal pensado” e que “as obras não nos dão sustento, não vamos comer o cimento e alcatrão”. O candidato apontou vários exemplos de contradição de Miguel Albuquerque e falou do caso mais recente, relacionado com os CTT. O presidente do Governo disse-se preocupado com as pessoas sem o serviço prestado por aquela empresa, mas também com quem comprou as acções. Ou uma coisa ou outras, defendeu. No caso, sem dúvida, a preocupação deve ser dirigida às pessoas.