Liliana Rodrigues questiona a Comissão Europeia sobre a morte de crianças na Venezuela devido à fome

07 Mar 2018 / 16:44 H.

Apesar das tentativas do governo para ocultar as estatísticas, os relatórios do Ministério da Saúde da Venezuela, relativos a 2016 dão conta da morte de cerca de 11 500 crianças devido à fome. Um apurado pelo jornal norte-americano ‘The New York Times’ que, durante cinco meses, investigou 21 hospitais e recolheu testemunhos de médicos que garantem que as salas de emergência estão cheias de crianças que apresentam “desnutrição severa”. De acordo com o mesmo jornal, esta informação terá sido posteriormente apagada, mas a fome continua a matar a um ritmo alarmante. Em simultâneo, centenas de mulheres procuram clínicas de esterilização para evitar ter filhos por não conseguirem alimentaá-los.

Nesse sentido, Liliana Rodrigues, eurodeputada madeirense questionou a Comissão Europeia sobre a veracidade destes números e o que pretende a Comissão fazer junto das autoridades venezuelanas e da comunidade internacional para reduzir os casos de malnutrição severa na Venezuela e, ao mesmo tempo, assegurar a prestação de cuidados de saúde à população.

A resposta chegou hoje através de Christos Stylianides que afirmou o trabalho da União Europeia (UE) em utilizar todos os instrumentos ao seu dispor para ajudar a promover uma solução política negociada que permita ao país enfrentar a sua crise pluridimensional. A UE tem mantido contactos regulares com as autoridades venezuelanas, manifestando frequentemente a sua grave preocupação com as condições de vida da população do país.

Disse ainda que, desde 2014, a Comissão tem vindo a acompanhar de perto a situação sanitária e nutricional no país, que registou uma forte deterioração ao longo dos últimos meses, particularmente devido à falta de acesso a alimentos e a cuidados de saúde por parte da maioria da população. Esse acompanhamento foi assegurado através de contactos regulares com as organizações parceiras dentro e fora do país, assim como através de missões de acompanhamento periódicas realizadas pelos peritos humanitários da Comissão.

Segundo Christos Stylianides, com base nas necessidades identificadas, a Comissão apoia, desde 2016, um sistema de vigilância nutricional em locais sentinela em todo o país, bem como intervenções ao nível da nutrição e de cuidados básicos de saúde destinadas aos grupos mais vulneráveis (especialmente as crianças com idade inferior a cinco anos e as mulheres grávidas ou lactantes).

Além disso, a segurança alimentar nas zonas rurais é a prioridade fundamental das duas acções em prol da resiliência financiadas pelo Instrumento de Cooperação para o Desenvolvimento da União Europeia na Venezuela. Este financiamento foi aprovado em 2017.

Por último reafirmou que a Comissão continuará a acompanhar atentamente a evolução da situação com vista a responder eficazmente às necessidades e prioridades identificadas.

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