Líder do PS Madeira classifica de “inaceitáveis” declarações do administrador não executivo da TAP

27 Nov 2017 / 17:03 H.

“Inaceitáveis”. É assim que o PS-Madeira classifica as declarações proferidas pelo administrador não executivo da TAP, Diogo Lacerda Machado, que resume a “entretenimento” as justíssimas reivindicações e queixas dos madeirenses e porto-santenses, nomeadamente a exorbitância dos preços no Natal e Fim-de-Ano, mas também no início do Verão.

“Acusar os madeirenses e porto-santenses de se entreterem com esta grave situação é muito mais do que um “lapsus linguae”, é uma tremenda desconsideração e falta de respeito que deve ser corrigida o quanto antes”, diz em comunicado o líder regional do partido.

Para Carlos Pereira, “o que é entretenimento proporciona boa disposição e satisfação pessoal, assim, associar este sentimento ao desespero de milhares de madeirenses e porto-santenses é muito mais que simples mau gosto, é desrespeito para com toda a população da Região Autónoma da Madeira”.

Para o líder do PS, ninguém, em Portugal, compreende que os contribuintes injectem dinheiro numa empresa para esta se comportar, em todos os momentos e em todas as circunstâncias, como um ‘player’ totalmente privado e dependente exclusivamente das regras de mercado, acrecentando que não foi para isso que os portugueses e os madeirenses e porto-santenses estiveram do lado da reversão da privatização.

“A administração não executiva da TAP tem um representante madeirense que com certeza saberá explicar a situação em causa, mas enquanto tal não acontece sugerimos que Diogo Lacerda Machado meta a mão na consciência e se desculpe desta falha grave porque estamos certos que não corresponde ao entendimento que o governo do PS, na República, tem da Ultraperiferia e da Autonomia, bem como das necessidades que os madeirenses e porto-santenses têm em que o Estado assegure a continuidade territorial, ajudando a minimizar os constrangimentos decorrentes da nossa condição insular e ultraperiférica”, termina Carlos Pereira