JPP quer explicações sobre complexo de Gaula e vai pedir audição parlamentar

Gaula /
15 Fev 2018 / 13:40 H.

O Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo (JPP) reuniu-se esta manhã com a direcção do Juventude de Gaula, na sede do clube, para conhecer o projecto desta colectividade para utilização e rentabilização do Complexo desportivo da Faia, em Gaula.

“Havia uma negociação em curso, e em bom andamento, com o ex-secretário das Finanças, Rui Gonçalves, que foi interrompido após a saída deste do Governo. Aliás, os responsáveis do Juventude de Gaula confirmaram-nos que existe um retrocesso na negociação e o processo voltou à estaca zero”, informou o deputado Paulo Alves, recordando informações contraditórias, por parte do Executivo madeirense:

“Durante a discussão do Orçamento Regional na Assembleia, em dezembro de 2017, o actual secretário regional, Amílcar Gonçalves, afirmou que a negociação continuava e que o processo estava em bom andamento. Agora, sabemos que isso não é verdade”.

No sentido de “colaborar na resolução desta questão e para que este espaço possa ser rentabilizado e utilizado pela população e pelos jovens de Gaula”, o JPP vai pedir uma audição parlamentar.

“Pretendemos que os responsáveis com a tutela expliquem este retrocesso nas negociações e o porquê de impedirem que o clube utilize este espaço. Também iremos pedir uma visita às instalações, para comprovar in loco o estado em que se encontram as instalações, que segundo sabemos têm zonas muito degradadas”, revelou Paulo Alves.

O Juventude de Gaula dedica-se exclusivamente aos escalões de formação, em futebol, envolvendo quase duas centenas de jovens atletas, mas com o novo projecto pretende introduzir outras valências e modalidades, como o ténis de mesa, a esgrima ou a ginástica, permitindo uma maior e melhor utilização do complexo.

Refira-se que a gestão das referidas instalações desportivas é da responsabilidade do Governo, através da Direcção Regional da Juventude e Desporto (DRJD), que não autoriza que o Juventude de Gaula utilize as instalações de apoio ao complexo.

Recorde-se que a anterior gestora deste complexo era a Associação de Futebol da Madeira (AFM), mas que acabou por passar a gestão para o Governo, através de avales, como acerto de dívida.