Governo da Madeira diz que relações com a África do Sul “têm crescido” a vários níveis

27 Nov 2017 / 17:06 H.

O presidente do Governo da Madeira afirmou hoje que as relações entre a região autónoma e a África do Sul “têm crescido” ao nível de investimentos, cooperação e aproximação à comunidade residente no país, estimada em 300 mil pessoas.

“A comunidade madeirense na África do Sul tem alguns receios em relação à instabilidade política e nós temos a obrigação de estar presentes juntos das instituições, quer a nível do Estado, das Câmaras e dos governos das províncias”, disse Miguel Albuquerque, que hoje regressou ao arquipélago após uma visita de quatro dias àquele país da África Austral.

O chefe do executivo vincou, no entanto, que a comunidade, uma das maiores da diáspora madeirense, é “muito prestigiada” e “relativamente bem protegida a nível institucional”, continuando a ser vista como “uma comunidade de pessoas trabalhadoras, de pequenos e médios empresários, importantíssima no desenvolvimento económico do país”.

Miguel Albuquerque visitou a África do Sul entre 23 e 26 de novembro, fazendo-se acompanhar de uma comitiva composta por 16 elementos, sobretudo empresários, mas também uma representante da Universidade da Madeira.

“Neste momento, quero dizer que as nossas relações com o país têm crescido em termos de investimentos, de cooperação e de aproximação à nossa comunidade”, realçou, sublinhando que cerca de cem estudantes sul-africanos frequentam a Universidade da Madeira e a Escola de Hotelaria, ao passo que há três professores madeirenses a lecionar na África do Sul, na sequência de acordos com a província de Free State.

Durante a visita, Miguel Albuquerque estabeleceu diversos contactos institucionais, assistiu à Festa da Flor em Free State, inspirada no certame que se realiza todos os anos na Madeira, e visitou o Market Johannesburg, considerado um dos maiores mercados do mundo e onde os emigrantes madeirenses desempenham um “papel determinante” ao nível do abastecimento de hortícolas e frutícolas.

O chefe do executivo esclareceu que, no decurso dos contactos institucionais, foi possível “estreitar relações” na área das tecnologias, do imobiliário, da universidade, e do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

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