Três Tristes Tigres voltam aos discos

08 Fev 2018 / 00:24 H.

Os Três Tristes Tigres vão regressar a estúdio 20 anos depois do último disco de originais, motivados por um ciclo de concertos, em 2017, que agora se estende aos Açores, no festival Tremor, disse à Lusa a sua vocalista.

Ana Deus, a voz de uma das bandas que a crítica considerou uma das mais criativas da história da música pop portuguesa dos anos 1990, refere que a formação pretende começar a trabalhar nos temas do novo álbum, “em princípio no segundo semestre de 2018”.

O grupo reuniu-se inicialmente para realizar um concerto único, mas os seus membros entusiasmaram-se ao ensaiar os seus temas, de novo, como refere Ana Deus, tendo surgido novos ‘gigs’ que vão levar agora à materialização de novas canções naquele que é o “novo fôlego” da formação.

A banda surgiu em 1993, com o álbum de estreia “Partes Sensíveis”, tendo editado três anos depois “Guia Espiritual”, que foi considerado a obra-prima do grupo, bem como um dos registos de referência da discografia pop/rock portuguesa da década de 1990.

Surgiram posteriormente os álbuns “Comum” (1998) e “Visita de Estudo” (2001), este último uma compilação.

As letras dos novos temas que a banda vai compor vão ser assinadas, de novo, pela poetisa Regina Guimarães, desde sempre ligada ao agrupamento.

Para Ana Deus, não há razão para precipitações, indo a banda agir, nesta nova fase, com “calma, para que as coisas fiquem bem feitas”.

Os Três Tristes Tigres regressam agora aos Açores, depois um concerto há alguns anos na galeria Arco 8, para uma actuação no festival Tremor, cuja quinta edição decorre em março.

Nesta incursão pelos Açores, que terá como palco Ponta Delgada, a banda não vai contar com o teclista habitual, Quico Serrano, mas sim com Miguel Ferreira, dos Clã, a par de João Pedro Coimbra, um dos membros originais do grupo, Rui Pedro Martelo, novo homem do baixo, e Alexandre Soares.

O Tremor, que decorre na ilha de São Miguel, de 20 a 24 de março, anunciou hoje também novos nomes que se vão apresentar nos Açores em concerto e em formato DJ: a produtora lisboeta Bleid, os espanhóis Zulu Zulu, “que partem de Maiorca para África”, os Snapped Ankles e a “sumba” de Tó Trips e João Doce são alguns dos novos nomes do cartaz, no que se refere a concertos.

Noites dentro, a festa fica para já assegurada por La Flama Blanca, D. WattsRiot, Vitor Torpedo Karaoke e DJ Milhafre.

Nomes internacionais como Boogarins, Mdou Moctar, Mykki Blanco ou The Mauskovic Dance Band e figuras da música nacional como Ermo, Dead Combo ou The Parkinsons são alguns outros nomes já confirmados para a edição deste ano do festival açoriano.

Segundo a organização, em 2018, o Tremor pretende reforçar a sua posição “como palco por excelência para a experiência musical no centro do Atlântico”.

O cartaz volta a “desenhar uma programação interdisciplinar de concertos surpresa em locais inesperados da ilha, espectáculos e interacções na paisagem, laboratórios, pensamento e reflexão, arte nas ruas e residências artísticas”.

O festival Tremor é uma coprodução da Lovers & Lollypops, Yuzin e António Pedro Lopes, e, nas próximas semanas, continuará a revelar nomes confirmados para a edição de 2018, a quinta do certame.