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UMa e Governo Regional apostam no Germobanco

Opção visa mitigar as alterações climáticas no setor agroalimentar

A recente assinatura do contrato-programa entre o Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, e a Universidade da Madeira (UMa), para apoio à atividade do Banco de Germoplasma - ISOPlexis, representa uma aposta conjunta na ciência e no conhecimento como instrumentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável da Região.

Numa região ultraperiférica como a nossa, particularmente exposta aos efeitos das alterações climáticas, preservar a nossa agrobiodiversidade é proteger um património genético de enorme valor científico, ambiental, económico e cultural. Recursos preservados ao longo de gerações que fazem parte da nossa história, mas que podem também ser fundamentais para responder aos desafios que a agricultura regional terá de enfrentar.

É precisamente aqui que considero que a UMa tem um papel determinante no desenvolvimento da Região. Não basta preservar estes recursos. É necessário conhecê-los, estudá-los e valorizá-los. Atualmente, ferramentas como a genética, genómica, metabolómica, bioinformática, inteligência artificial e agricultura de precisão permitem-nos transformar este património biológico em conhecimento e esse conhecimento em soluções concretas. Deste modo, a investigação desenvolvida na UMa pode ajudar a identificar variedades mais adaptadas às condições da Madeira, utilizar de forma mais eficiente recursos tão importantes como a água e o solo, tornar a nossa agricultura mais resiliente e, simultaneamente, acrescentar valor e diferenciação aos produtos regionais.

É esta ligação que considero essencial com a Universidade. A UMa conhece os problemas da Região, investiga-os e trabalha com o Governo Regional, os agricultores e as empresas para encontrar respostas concretas.

A RAM tem condições únicas para se assumir como um verdadeiro laboratório vivo para a investigação em agricultura sustentável e adaptação às alterações climáticas, encontrando respostas para os nossos desafios e desenvolvendo soluções que podem também ganhar projeção internacional.

É assim que vejo a missão de uma Universidade ligada ao seu território: produzir conhecimento que tenha impacto, promova inovação, atraia investimento e talento e, sobretudo, contribua para o desenvolvimento e a qualidade de vida das populações.

Este protocolo mostra que investir na UMa é também investir no futuro da Região. Quando colocamos a ciência ao serviço dos desafios reais do território, reforçamos o papel da Universidade como verdadeiro motor de desenvolvimento regional.