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Metade da população portuguesa entre os 25 e os 64 anos não completou o secundário

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Metade dos portugueses entre os 25 e os 64 anos não completou o secundário e apesar de cada vez menos jovens abandonarem os estudos, o país continua com uma das mais altas taxas de abandono da União Europeia (UE).

Segundo dados de 2018 hoje revelados pela Pordata, para assinalar o Dia Nacional do Estudante, entre os 27 países que integram a UE, Portugal tem o valor mais elevado (50%) de população dessa faixa etária sem ter completado o 12.ºano, seguido de Malta, Espanha, Itália e Grécia.

Apesar de, atualmente, os jovens entre os 18 e os 24 anos que abandonam os estudos sem concluir o ensino secundário serem cada vez menos -- o valor caiu de 44%, em 2001, para 23%, em 2011, e para 10%, em 2019 - a taxa de abandono precoce ainda é das mais elevadas no quadro da UE.

No entanto, cada vez são mais os jovens que optam por prosseguir para o ensino superior: desde o início do século XXI, a percentagem de pessoas entre os 30 e os 34 anos com ensino superior triplicou de 11,6%, em 2001, para 36,2%, em 2019.

Ainda assim, Portugal permanece abaixo da média da UE (39%) neste indicador e era em 2018 o terceiro país a apresentar o valor mais baixo de diplomados nesta faixa etária (33,5%), situando-se acima apenas de Itália (27,8%) e da Roménia (24,6%).

No topo da tabela, com mais de metade da população deste grupo etário com formação universitária estão, por ordem decrescente, a Lituânia, Chipre, Irlanda, Luxemburgo e Suécia.

Os dados indicam ainda que uma das tendências no grau de ensino superior é o aumento da percentagem de alunos matriculados nas universidades públicas: se em 1997 havia 36% dos alunos no subsistema privado, hoje esse valor é de 18%.

A acompanhar essa tendência está a diminuição do número de estabelecimentos de ensino superior privado: embora as universidades privadas tenham mais do que duplicado entre 1990 e 2001 (de 55 para 137), têm vindo a diminuir e atualmente pouco ultrapassam a centena (104).

Tendência inversa verifica-se no número de escolas públicas de outros níveis de ensino, que tem vindo a diminuir em Portugal: em 2018 o país tinha 8.469 escolas, metade das que existiam há duas décadas.

No entanto, enquanto as escolas públicas passaram de quase 15 mil para menos de seis mil, as privadas mantiveram valores mais ou menos constantes, a variar entre as 2.500 e as 3.000.

O estudo concluiu ainda que a percentagem de alunos que reprovou em 2018 diminuiu para, pelo menos, metade dos valores de finais da década de 1990, em todos os níveis de ensino.

A região Norte destaca-se por ser aquela em que há menos chumbos em todos os níveis de ensino, mas foi num município do Alentejo, Arronches, que todos os alunos do ensino básico passaram de ano.

A Pordata, projeto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, é um serviço gratuito de acesso a informação estatística proveniente de fontes oficiais e certificadas, sobre múltiplas áreas da sociedade portuguesa.

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