APEMIP diz que linha de crédito é insuficiente para responder às necessidades

26 Mar 2020 / 16:44 H.

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) defendeu hoje que a linha de crédito anunciada pelo Governo face ao impacto da covid-19 é “insuficiente” para responder a grande parte do tecido empresarial.

“Neste momento, a intervenção do Estado é imprescindível para que as empresas consigam garantir a sua operacionalidade e a garantia dos seus compromissos, como o pagamento de salários”, apontou, em comunicado, o presidente da APEMIP.

Porém, Luís Lima defendeu que a linha de crédito, anunciada pelo executivo, “não é suficiente”, notando que esta, além de conter entraves burocráticos, “irá esgotar-se num ápice”.

Em causa, está uma das medidas avançadas pelo Governo para fazer face ao impacto provocado pela pandemia covid-19, uma linha de crédito de 200 milhões de euros que permite às empresas, cuja atividade esteja a ser afetada pelo novo coronavírus, financiar-se para dar resposta às suas necessidades de tesouraria.

Conforme explicou o presidente da APEMIP, são impostas às pequenas e médias empresas exigências que “muitas não cumprem ou que, neste momento, têm dificuldade em atestar” para aceder a uma linha que “nem sequer é garantida a 100% pelo Estado”.

Luís Lima vincou que deveria ser criado um regime excecional, garantido pelo Estado, com entrada de fundos públicos nas empresas.

“Algumas instituições bancárias já se anteciparam à legislação do Governo, prometida para o final deste mês, e implementaram um regime próprio de moratórias para ajudar as empresas e famílias com dificuldades em assumir os pagamentos dos seus créditos, promovendo o seu adiamento e reduzindo assim as suas necessidades de liquidez imediatas”, referiu.

Porém, o responsável desta associação disse que nem todos os bancos se adiantaram, sendo urgente que a legislação em causa seja aplicada “antes que as famílias e empresas se vejam obrigadas a entrar em incumprimento, e lhes fique assim vedado o acesso a estes mecanismos”.

Assim, as imobiliárias continuam a reclamar medidas específicas para o setor que representa cerca de 40 mil pessoas.