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Rei de Espanha designa Pedro Sánchez como candidato a formar o próximo Governo

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O Rei de Espanha, Felipe VI, designou hoje em Madrid o secretário-geral do PSOE e primeiro-ministro em funções, Pedro Sánchez, como candidato a chefe do próximo Governo, anunciou a presidente do parlamento, Meritxell Batet.

“Sua majestade o Rei [...] comunicou-me a sua decisão de propor Pedro Sánchez como candidato a primeiro-ministro” do executivo espanhol, disse Meritxell Batet depois de se reunir com Felipe VI.

Pedro Sánchez aceitou a tarefa de tentar formar um novo executivo apesar de ainda não ter assegurado os apoios parlamentares necessários, principalmente da parte dos independentistas catalães da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha) cujos 13 deputados terão, no mínimo, de se abster para permitir a investidura do líder socialista.

O rei comunicou a sua decisão a Batet depois de ter recebido nos últimos dois dias todos os líderes de partidos com assento parlamentar por ordem crescente da sua importância, com Pedro Sánchez a fechar, esta tarde, esse ciclo de consultas.

PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) e Unidas Podemos (extrema-esquerda) já têm desde meados de novembro um pré-acordo de Governo, mas precisam que a ERC se abstenha na votação de investidura e permita a formação do novo executivo.

As negociações entre o PSOE e a ERC arrastam-se há várias semanas, não sendo ainda possível dizer se o novo executivo pode tomar posse antes do fim do ano, como os socialistas gostariam.

A ERC afirma que não tem pressas e faz depender a sua abstenção a uma série de exigências, entre elas a criação de uma “mesa de conversações” entre os Governos de Espanha e o da região autónoma, onde se possa falar também da questão da autodeterminação da Catalunha.

O PSOE já fez saber que não permitirá qualquer compromisso que ponha em causa a Constituição ou a unidade do país.

A última reunião entre os negociadores dos dois partidos realizou-se no início desta semana com os independentistas catalães a pedirem uma “mesa de conversações” entre dois Governos, o de Espanha e o da Catalunha, e os socialistas espanhóis a limitarem essa “mesa” ao quadro previsto no Estatuto de Autonomia em vigor.

Na consulta eleitoral de 10 de novembro último, para o Congresso dos Deputados, o PSOE teve 28,0% dos votos (120 deputados), seguidos pelo PP (Partido Popular, direita) com 20,8% (89), o Vox (extrema-direita) com 15,1% (52), o Unidas Podemos (extrema-esquerda) com 12,8% (35), e o Cidadãos (direita liberal) com 6,8% (10), ERC com 3,6% (13), com os restantes votos divididos por outros partidos regionais.