Pelo menos 182 feridos na Catalunha na noite de sexta-feira

19 Out 2019 / 11:00 H.

A violência que causou cenas de caos em Barcelona na noite de sexta-feira provocou, pelo menos, 182 feridos em toda a Catalunha, anunciaram hoje os serviços de socorro.

Só a cidade de Barcelona registou 152 pessoas feridas, indicou a mesma fonte, enquanto os outros manifestantes feridos são de Girona, Tarragona e Lérida.

Um total de 83 pessoas foram detidas em toda a região como resultado da violência, disse fonte do Ministério do interior disse à agência de notícias francesa, AFP.

Esta manhã, o cheiro a plástico queimado invade as ruas do centro de Barcelona, perto da praça Urquinaona, onde os serviços de limpeza tentam limpar os vestígios dos confrontos deixados no dia anterior, como pedras, vidros e cartuchos de balas de borracha, constatou um jornalista da France Presse no local.

Hoje, a auto-estrada AP7 também foi cortada na direcção França-Espanha, perto da fronteira devido a uma demonstração pró-independência, segundo o controlo de tráfego rodoviário catalão.

No centro da cidade, activistas radicais separatistas entraram em confronto com a polícia na noite de sexta-feira, jogando pedras e objectos metálicos, enquanto a polícia respondeu com balas de borracha e gás lacrimogéneo.

Antes de confrontos de sexta-feira começarem, mais de 500.000 pessoas manifestaram-se pacificamente em Barcelona, após um dia marcado por uma greve geral e da convergência de marchas por dezenas de milhares de separatistas nas cinco cidades da Catalunha.

Os movimentos de protesto começaram na segunda-feira em toda a Catalunha, depois ser conhecida a sentença contra os principais políticos catalães responsáveis pela tentativa de independência em outubro de 2017.

Os distúrbios de sexta-feira em Barcelona começaram não muito longe do local onde centenas de milhares de pessoas vindas de toda a Catalunha participavam numa grande manifestação convocada pelos sindicatos independentistas, contra a condenação dos políticos envolvidos na tentativa separatista de 2017, cujas penas vão até um máximo de 13 anos de prisão.

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