ONU e OIM lançam programa para captar verbas de apoio a refugiados e migrantes venezuelanos

14 Nov 2019 / 03:07 H.

A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançaram hoje o Plano de Resposta Regional 2020 para captar verbas para responder às necessidades dos refugiados e migrantes venezuelanos na região.

O plano foi apresentado em Bogotá, na Colômbia, e procura captar 1,35 mil milhões de dólares norte-americanos (1,22 mil milhões de euros) de recursos que vão apoiar, igualmente, as comunidades da América Latina e das Caraíbas que acolhem venezuelanos.

Segundo um comunicado divulgado pela ACNUR, o plano “é uma ferramenta” implementada por 137 organizações que trabalham na região, com o objetivo de beneficiar quase quatro milhões de pessoas em 17 países.

“No início de novembro de 2019, havia aproximadamente 4,6 milhões de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo. Quase 80% deles estão em países da América Latina e das Caraíbas, sem perspetiva de retorno no curto e médio prazos. Se as tendências atuais continuarem, 6,5 milhões de venezuelanos poderão estar fora do país até ao final de 2020”, refere o documento

O Plano de Resposta Regional 2020 surgiu de consultas no terreno, a governos de países que acolhem venezuelanos, a organizações da sociedade civil e religiosas, comunidades locais e doadores, assim como refugiados e migrantes.

O programa contempla vários setores-chave: saúde, educação, segurança alimentar, integração, proteção, nutrição, abrigo, itens de socorro e transporte humanitário, água, saneamento e higiene.

O representante especial conjunto do ACNUR e da OIM para os refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, considera que “somente por meio de uma abordagem coordenada e harmonizada será possível atender efetivamente às necessidades de larga escala, que continuam a aumentar e evoluir à medida que a atual crise se aprofunda”.

“Para esse fim, o apelo do Plano Regional é um instrumento fundamental para mobilizar recursos para uma ação coletiva mais coordenada”, explica o comunicado, citando Eduardo Stein.

Por outro lado, precisa que, “apesar dos muitos esforços e outras iniciativas, a dimensão do problema é maior do que a capacidade de resposta atual”.

“Por isso, é necessário que a comunidade internacional dobre os esforços e contribuições para ajudar os países e organizações internacionais a responder à crise. É necessário mais apoio para os governos, mais ênfase nos temas de desenvolvimento, além das necessidades humanitárias imediatas”, afirmou Stein, citado no comunicado.

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