Maduro afirma-se democrata e questiona campanha contra o país

10 Jan 2019 / 18:37 H.

O Presidente Nicolás Maduro considerou hoje que o seu Governo tem sido alvo de uma campanha de “20 anos de mentiras”, vincando que é um democrata e o país tem uma democracia sólida.

Nicolás Maduro falava em Caracas, no Supremo Tribunal de Justiça, após ter sido empossado como Presidente da Venezuela para um novo mandato de seis anos.

“A oligarquia e o imperialismo que tantas ditaduras impuseram no nosso continente durante todo o século XX, trata de desfigurar a nossa história política e pessoal. É perita em impor campanhas”, acusou.

Segundo Nicolas Maduro, a Venezuela é “um país profundamente democrático”.

“Poderíamos dizer que a democracia foi refundada há anos com a Constituinte e a Constituição de 1999. Em 19 anos na Venezuela realizaram-se 25 eleições para todos os cargos, inclusive o primeiro referendo revogatório da história política da humanidade a 15 de agosto de 2004”, acrescentou, precisando que as forças revolucionárias ganham em 23 dos 25 escrutínios.

O Presidente venezuelano vincou ainda que os únicos que devem encarar e resolver os seus problemas são os venezuelanos, sem a intervenção de nenhum governo do mundo.

“Há problemas. Que levante a mão o Governo que não tem problemas, o país que não tem problemas (...) somos vítimas de uma agressão económica brutal, temos uma guerra económica nas ruas e o nosso povo tem resistido e resistirá”, concluiu.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Nicolás Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de maio de 2018, com 6.248.864 votos (67,84%).

Um dia depois das eleições, a oposição venezuelana questionou os resultados, alegando irregularidades e o desrespeito pelos tratados de direitos humanos e a Constituição da Venezuela.

A crise político-económica e social levou, segundo dados das Nações Unidas, a que cerca de 3 milhões de venezuelanos tenham abandonado o país, desde 2015, para vários continentes, mas principalmente para países vizinhos.

Prevê-se que na sexta-feira Nicolás Maduro anuncie novas medidas económicas para o país.

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