Cidadão chinês usava passaportes portugueses falsos para ajudar criminosos no Reino Unido

09 Out 2019 / 18:20 H.

Um cidadão chinês julgado no Reino Unido por gerir centenas de casas usadas por grupos criminosos para promover prostituição ou cultivar canábis foi apanhado com passaportes portugueses falsos, revelou a Agência Nacional para o Crime (NCA) britânica.

Feng Xu, de 43 anos, foi detido a 14 de maio em Birmingham, no âmbito de uma grande investigação sobre a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, na posse de 31 passaportes chineses ou portugueses falsos ou fraudulentos, além de vários documentos de identificação.

Segundo uma base de dados encontrada no seu computador, o cidadão chinês terá usado identidades falsas para alugar pelo menos 446 casas que terão sido usadas para fins criminosos.

Numa audiência no tribunal de Birmingham realizada na terça-feira, Xu declarou-se culpado de 22 crimes, incluindo lavagem de dinheiro e fraude, e deverá conhecer a sentença a 22 de novembro.

O responsável pelas investigações da NCA, Matt Rivers, disse que “Xu era um agente prolífico e um facilitador importante para várias redes criminosas envolvidas na prostituição, exploração sexual e produção de drogas” graças às casas que providenciava usando identidades e documentação falsas.

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