‘Quadrantes’ considera que reportagem da TVI contém calúnias, difamação e informação falsa

Está convocada uma conferência de imprensa para esta sexta-feira, nas instalações da clínica, às 12h30

21 Fev 2019 / 20:29 H.

O grupo Joaquim Chaves Saúde, que detém a clínica ‘Quadrantes’, no Funchal, alvo de uma reportagem pela TVI, emitiu um comunicado considerando que essa peça jornalística “ tem um conteúdo abertamente difamatório e calunioso sobre a Joaquim Chaves Saúde e enferma de, incorrecções grosseiras e informação falsa”. Assim, num longo documento enviado à comunicação social pretende esclarecer alguns dos pontos. O conteúdo do comunicado será explicado numa conferência de imprensa convocada para esta sexta-feira, pelas 12h30, nas instalações da clínica.

“Toda a narrativa da reportagem assenta no lançamento da suspeição de que a Unidade de Medicina Nuclear privada é um “negócio de milhões”, supostamente obscuro. Lamentavelmente, a jornalista não foi verificar os montantes reais, pois se o tivesse feito teria verificado que a facturação da Joaquim Chaves Saúde ao Governo Regional da Madeira ao longo do período de 9 anos de actividade (2009-2018) na valência de Medicina Nuclear na Madeira foi em média 154 mil euros por ano”, começa por afirmar,

“Em 2018, foram facturados 94.297 euros, correspondentes a 290 exames de Medicina Nuclear realizados na Unidade da Joaquim Chaves Saúde”. Esclarece que a manutenção anual do equipamento tem um custo fixo de cerca de 64 mil euros, aos quais se acrescem outros custos. “Não há portanto “o lucro de milhões” que a reportagem tenta por todos os meios dar a entender”, assume.

“A jornalista apresenta depois cálculos em que junta o total de montantes facturados em 8 anos de actividade correspondentes a 101.731 tratamentos de radioterapia já realizados na Unidade Joaquim Chaves Saúde, para aferir que o mesmo montante seria suficiente para abrir 15 unidades de Medicina Nuclear públicas. A perplexidade face a esta aferição e ao raciocínio falacioso que encerra é enorme, bem como fica patente o desconhecimento total da autora da reportagem da diferença entre Medicina Nuclear e Radioterapia. Ainda assim, importa esclarecer o básico: 15 unidades de Medicina Nuclear não serviriam para tratar um só doente que precisasse de tratamento de radioterapia na luta contra a doença oncológica”, continua.

“A Joaquim Chaves Saúde tem já em curso os devidos procedimentos legais de reposição da verdade e do seu bom nome, entre eles o exercício do seu direito de resposta e rectificação junto da TVI”, avança o grupo.

Ainda neste documento, o grupo de saúde esclarece outros pontos relativos ao período de funcionamento da ‘Quadrantes’, diz que todos os médicos de Medicina Nuclear da Unidade da Joaquim Chaves Saúde trabalham nas nossas unidades privadas, não acumulando em nenhum caso funções no público e privado.

“Um dos motivos que levou a Joaquim Chaves Saúde a manifestar ao Governo Regional que não ter interesse em concorrer a um processo de concessão para a exploração da unidade de Medicina Nuclear do Hospital da Madeira foi a informação sobre a obrigatoriedade de integrar nessa mesma concessão o Dr. Rafael Macedo, profissional a quem não reconhecemos a qualidade, experiência e técnica necessárias para integrar a nossa equipa”, atira.

“Em suma, a reportagem conta assim uma história delirante, com uma narrativa que mistura tratamentos e imagens de Radioterapia com Medicina Nuclear, usando a jornalista repetidamente a expressão “negócio de milhões”, tudo isto com objectivos que não são claros, mas que procuram reforçar as declarações – supostas “denúncias” dos profissionais de saúde entrevistados. São feitas acusações sobre “os privados”, fala-se de mamografias e ressonâncias magnéticas (exames de Imagiologia que não realizamos, nem nunca realizámos na RAM e que nada têm a ver com Medicina Nuclear) surgindo apenas imagens ilustrativas da unidade da Joaquim Chaves Saúde”, conclui.

“Não aceitamos que – por interesses obscuros- seja levianamente posto em causa o bom nome da Joaquim Chaves Saúde, tal como não aceitamos ser colocados no centro de disputas e quezílias políticas ou pessoais que estejam em curso na Região Autónoma da Madeira”, acrescenta, referindo ainda que “o nosso papel é ao lado dos doentes da Madeira, oferecendo-lhes o melhor em cada dia, nas duras batalhas que têm naquele momento, batalhas essas que tomamos como se nossas fossem, pois só assim acreditamos que é possível exercer Medicina”.

Outras Notícias