PSD-Madeira apresenta voto de protesto face “às ausências repetidas de Paulo Cafôfo”

Presidente da Câmara Municipal do Funchal está nos Açores para uma viagem de três dias

20 Fev 2019 / 19:05 H.

O PSD apresenta amanhã em Reunião de Câmara um voto de protesto pelas ausências repetidas do presidente do Município do Funchal, Paulo Cafôfo, que, apesar da legislação em vigor, nomeadamente as Leis n.º 29/87 , nº 169/99 ou a 75/2013, exigirem que o edil cumpra as suas funções a tempo inteiro, e sob regime de exclusividade, este opta por abandonar o Concelho.

“Temos um presidente de Câmara que abandonou o Funchal, que enceta viagens a Londres, a Lisboa ou aos Açores, sem que nenhuma destas deslocações contribua para a resolução dos problemas da Cidade e das pessoas”, apontam os vereadores social-democratas.

Nem as funções mais básicas da Autarquia estão a ser cumpridas e os problemas adensam-se, referem os autarcas do PSD, exemplificando com o licenciamento urbanístico que é moroso e pouco transparente, com as perdas de água na rede pública que se reflectem no preço da factura do consumidor. Outras questões prendem-se com a recolha de lixo deficitária, o péssimo estado em que se encontram as estradas municipais.

“Estas ausências e estas deslocações em nada contribuíram para a resolução dos problemas que afectam a nossa Cidade. Pelo contrário o presidente de Câmara demite-se das suas responsabilidades, não assume os problemas, não dá a cara em questões polémicas, nem se preocupa com assuntos de interesse público.”

Os vereadores sociais-democratas lembram, ainda, as declarações do edil funchalense a 16 de setembro de 2017: “Se estou a candidatar-me é para cumprir o mandato até ao fim.” A verdade veio dois meses depois, com o recém-eleito presidente de Câmara a anunciar que seria candidato, em 2019, a outras funções.

Recorde-se, também, que a 1 de setembro de 2018 o edil funchalense garantiu que se manteria na CMF até ser revelada a data das eleições legislativas regionais. “A 7 de Dezembro do mesmo ano revelou que iria abandonar o cargo antes do período legal, que termina a 13 de agosto. Por estas declarações confirma-se aquilo que, na prática, já se constata há largos meses: o Funchal tem um presidente ausente, que não decide o rumo da cidade.