PAN critica Estados Gerais do PS-Madeira

14 Jan 2019 / 10:46 H.

A estratégia para a Economia Azul, traçada pelo PS Madeira, não inclui os interesses das populações locais. É esta a primeira constatação do porta-voz da Comissão Política Regional do PAN na Madeira, que critica o projecto ‘Madeira Crescer Azul 2030’, apresentado ontem na II Convenção dos Estados Gerais, onde enuncia “os 5 motores de crescimento sustentável”, entre eles a Aquacultura, com um investimento previsto na ordem dos 100 milhões de euros, ignorando a posição popular contra a instalação de piscicultura no Município da Ponta do Sol.

João Henriques de Freitas diz que Paulo Cafôfo declarou estar a “juntar pessoas para mudar o estado de coisas” e que está a ouvi-las, acreditando não ter escutado o suficiente, pois nesta área “limita-se a ser uma extensão das políticas do governo central e não difere, igualmente, da posição do actual governo regional, que defende a aquacultura na Região”.

Segundo o PAN, outro dos “motores” considerado pelo PS é um “Hub de GNL [Gás Natural Liquefeito] Marítimo”, onde o CEO da Portline Ocean apresentou a visão da empresa que defende “gerar uma economia de escala, aumentar o consumo interno e reduzir o custo de transporte por m3”. No entender de João Henriques de Freitas, a aposta nesta energia “não se coaduna com o compromisso do país para a descarbonização até 2050, que passa pela crescente utilização de fontes de energia renovável e redução das energias fósseis” e alerta o PS Madeira para o “retrocesso nas políticas ambientais, ao defender esta energia fóssil para a RAM”.

Nem tudo é negativo e o PAN Madeira faz questão de, tal como chama à atenção para questões sensíveis, também enaltecer o que de bom foi apresentado, considerando que a abordagem do PS Madeira quanto ao caminho a percorrer na conservação das florestas e na segurança das pessoas, temática discutida num dos painéis da Convenção, foi “assertiva” e “demonstrou abertura de confrontar todas as possíveis soluções e ressaltou a importância de cooperação na estratégia a definir, algo que a nossa estrutura também defende”, salienta o PAN Madeira.

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