Padre José Luís Rodrigues satisfeito com ‘veto’ de D. Nuno Brás às missas tridentinas

Padre avança que ‘Átrio da Paz’ seria realizado na Capela da Boa Viagem, mas que foi chumbado pela Diocese e Câmara do Funchal.

14 Abr 2019 / 13:01 H.

O padre José Luís Rodrigues utilizou as redes sociais para congratular a Diocese do Funchal pelo facto de ter tomado “uma decisão”, neste caso em relação à realização de missas tridentinas nos templos da diocese. A notícia faz manchete na edição impressa de hoje do DIÁRIO.

Num longo texto publicado de forma pública no seu perfil de Facebook, o pároco de São Roque afirma: “Finalmente, uma decisão! Há muitos anos que não era assim... Porque, nesta Diocese, reinou o “laissez faire laissez passé”, o que era para ser travado, continuava à vontade, mesmo que estivesse à vista de todos a maior confusão. Porém, o que devia começar ou que devia ser incentivado, era proibido violentamente. Só porque sim. Enfim, manda quem pode, lembram-se... Mas, hoje mandar tem muito que se lhe diga. Vamos ver o caso”.

O religioso considera que “esta «travagem» do Bispo Nuno Brás, só pode ser bem vinda, porque este grupos do conservadorismo fundamentalista semeia a confusão”. “São a face negra da Igreja Católica, porque estão contra o Papa e contra todo o esforço de renovação da Igreja para responder convenientemente ao pulsar da vida das sociedades de hoje, que é sempre nova e diferente com o passar dos tempos”, avança.

Projecto do padre José Luís Rodrigues vedado

“A foto que ilustra a manchete do Diário de Notícias deste domingo, 14 de Abril de 2019, parece ser uma dessas tais missas tridentinas, a serem celebradas no interior da capela da Boa Viagem. É com algum gozo que vejo esta cena. Quando fizeram a reabertura desta capela o ano passo, após o seu restauro, apresentei ao sr. Cafofo, Presidente da Câmara Municipal do Funchal e ao bispo do Funchal, António Carrilho, um projecto de actividades culturais e litúrgicas para realizarmos neste espaço. A ideia é que ali fosse realizado o Átrio da Paz. A ideia vinha na sequência da atenção à cultura e às margens. Aliás, imbuída desta pastoral tão querida ao Papa Francisco. Até havia a intenção de que os bens ali gerados reverteriam para os pobres, particularmente, o sem abrigo da nossa cidade”. diz.

No entanto, avança que o projecto acabou por ser ‘chumbado’. “Penso que já advinham o resultado, tudo vedado pelo antiste da Diocese e pelos carolas que o acompanharam na decisão e empapelado pela Câmara com o Presidente Cafôfo à cabeça. Na altura soube do desejo que este movimento pretendia fazer missas tridentinas neste lugar, alertei a Câmara e os responsáveis pela capela. Afinal, tiveram mais sorte do que eu, lá estão a fazer o que pretendiam”, afirma José Luís Rodrigues.

“Enfim, é com muito gozo que contemplo esta imagem e com mais gozo que tomo conta da notícia. Dizem que a vingança serve-se fria, não sou vingativo, claro, mas quando as coisas se encaminham para um sentido que não pretendíamos e tínhamos lutado para que não fosse assim, mas não deixaram, vemos então com prazer que nos serviam o acontecimento mau de forma tão bem encaixada. Embrulhem seus proibitivos de meia tigela”, termina.

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