Madeira

Homens que se revoltaram contra a ditadura “devem ser sempre homenageados”

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Assinala-se, hoje, a Revolta da Madeira de 1931, em que militares e civis enfrentaram a ditadura imposta pelo golpe militar de 1926 e enfrentaram o poder de Salazar. As comemorações ocorrerão na Rotunda do Largo Charles Conde de Lambert, pelas 10h30.

À margem da simbólica cerimónia, o presidente do Governo Regional considerou que este dia “deve levar os madeirenses e porto-santenses a reflectirem porque a ‘Revolta da Madeira’ contra a ditadura nacional foi mais uma afirmação da opção da descriminação que a Madeira estava a sofrer”.

Por essa razão diz Miguel Albuquerque, “estes homens que participaram neste movimento” - incluindo o seu avô - “devem ser sempre homenageados”.

‘A Revolta da Madeira’, também conhecida como ‘Revolta das Ilhas’ ou ’Revolta dos Deportados’, foi um levantamento militar contra o governo da Ditadura Nacional (1926-1933) que ocorreu na ilha da Madeira, iniciando-se na madrugada de 4 de Abril de 1931.

A 8 de Abril, o levantamento alastrou a algumas ilhas dos Açores e, a 17 de abril, Alastrou, também, à Guiné Portuguesa. Existiram tentativas de levantamento militar em Moçambique e na ilha de São Tomé, que falharam logo no início.

Os levantamentos militares, planeados para o continente, nunca ocorreram.

Na Madeira, os revoltosos conseguiram apoio popular, aproveitando-se do descontentamento gerado pela política económica restritiva do Governo para minorar os efeitos da crise internacional de 1929.

O levantamento só foi neutralizado a 2 de Maio, com o envio de uma expedição militar que enfrentou as forças revoltosas durante sete dias de combate. Depois da neutralização do levantamento na Madeira, a 6 de Maio de 1931 os militares revoltosos na Guiné Portuguesa também se renderam.