“É preciso reduzir bolo exorbitante”, diz Sara Madalena

15 Fev 2019 / 19:07 H.

A vereadora do CDS na Ponta do Sol coloca ‘água na fervura’ na polémica que está a suscitar na sequência da proposta de corte de subsídios que o executivo socialista apresentou ontem em reunião de autarquia às diferentes associações. Sara Madalena diz ser necessário equilibrar as contas de um ‘bolo’ que “começa a ser exorbitante”. A autarca fala dos mais de 450 mil euros que foram canalizados em 2018 para instituições da localidade, defendendo, por isso, uma redução gradual dos apoios, mas mantendo critérios rigorosos, daí que sublinhe tivesse votado favoravelmente ao corte de apenas duas associações.

“E quando for preciso fazer obra vamos buscar dinheiro aonde?”, questiona a centrista, lembrando a necessidade de proceder aos arranjos na ETAR da vila, um investimento avultado, frisa, tal como acontecerá noutras áreas que na sua opinião “são mais urgentes”.

A advogada considera que as associações devem ter uma dinâmica que permita “não estar dependente apenas e só do subsídio do município”, avançando com a proposta que os valores sejam iguais aos de 2016, ou seja 385 mil euros para todas as colectividades. Por exemplo, nesse ano, a Associação Avesso, que pode sofrer um corte abrupto de 7 mil euros (17.500 para 11.500), auferia 13 mil, caso seja aceite esta proposta, em sede de vereação, onde o PS não tem maioria, os estragos podem ser menores aos inicialmente colocados em cima da mesa.

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