Doenças respiratórias matam mais na RAM

Uma conclusão do primeiro ‘Atlas Estatístico da Região Autónoma da Madeira’, lançado hoje pela DREM

20 Out 2019 / 13:00 H.

O ‘Atlas Estatístico da Região Autónoma da Madeira’ revela que as doenças do aparelho respiratório, como a pneumonia, matam mais na RAM do que no resto do país.

“A taxa de mortalidade padronizada de indivíduos com menos de 65 anos é a mais elevada do país no que se refere a doenças do aparelho respiratório, no qual as pneumonias assumem destaque”, refere o documento estatístico.

Concretamente: Em 2017, faleceram 465 pessoas na Região devido a doenças respiratórias. Destas, 290 foram por pneumonia.

No que toca à distribuição por município, o Atlas indica que a taxa de mortalidade provocada pelas doenças respiratórias atinge valores mais altos na Calheta, Porto Moniz, São Vicente e Ribeira Brava. O valor mais reduzido foi registado em Santa Cruz.

Recorde-se que a Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) lançou, hoje, o ‘Atlas Estatístico da Região Autónoma da Madeira’, para assinalar o Dia Europeu da Estatística, comemorado a 20 de Outubro.

Esta publicação tem como objectivo promover a literacia estatística dos cidadãos, com recurso a cartogramas e gráficos visualmente apelativos, de modo a facilitar a apreensão por parte dos utilizadores dos indicadores mais relevantes de cada área temática, que estão integrados nas diversas publicações disponibilizadas pela DREM para cada domínio estatístico.

A primeira edição do Atlas é dedicada à Demografia e Mortalidade e daqui sobressai uma conclusão: a baixa natalidade é um problema na Região, contribuindo para a redução da população.

A informação da Demografia é referente ao ano de 2018 e abarca indicadores de evolução da população residente, de natalidade, fecundidade, nupcialidade e divorcialidade, entre outros. O capítulo da mortalidade, cujos dados são para 2017, incide fundamentalmente sobre as diversas causas de morte.

A DREM está já a trabalhar no próximo capítulo do Atlas, que será dedicado à Educação, o qual deverá ser lançado no início do próximo ano.