Desenvolvimento que não retira as pessoas da pobreza não é desenvolvimento, afirma Paulino Ascenção

07 Dez 2018 / 17:19 H.

O Bloco esteve, esta manhã, no centro do Funchal a divulgar as suas propostas aprovadas no âmbito do OE2019 e a explicar a sua visão sobre o Orçamento Regional.

“O Orçamento Regional é a renovação dos erros do passado, insiste nas obras públicas, cujo único efeito é criar emprego de curta duração, durante a execução das obras, mas que não tem retorno a médio e longo prazo. Essas obras vão alimentar os lucros dos empreiteiros amigos do PSD e vão deixar nova dívida”, disse Paulino Ascenção, Coordenador do Bloco de Esquerda / Madeira.

O ‘bloquista’ afirmou que “o ORAM não tem ambição, não dá perspectivas de futuro a quem quer estabelecer casa e família na sua terra”. “Os jovens recém formados não encontram cá emprego, a única saída é a emigração. O dito desenvolvimento dos últimos 40 anos é uma fraude, pois agora não há trabalho para a maior parte dos jovens. Que desenvolvimento é esse que não dá futuro aos filhos da terra e que os obriga a emigrar? Os muitos milhões esbanjados em obras de pouca utilidade, a divida que foi criada e todos estamos a pagar, criou alguns ricos, algumas fortunas, mas não chegou para tirar muitos da pobreza”, acrescentou.

Disse ainda que a Madeira e os Açores “são as regiões do país com maior risco de pobreza – desenvolvimento que não tira as pessoas da pobreza não é desenvolvimento”. “A faixa da população mais exposta à pobreza são os idosos e o Governo Regional recusa-se a pagar um complemento para as pensões mais baixas, proposto pelo Bloco, para compensar os idosos pelo maior custo de vida em relação ao continente, esta é a maior vergonha da nossa terra, o abandono dos idosos na miséria”, sustentou.

Referiu de igual forma que “há algumas positivas, como a redução dos custos dos transportes, que o Bloco sempre defendeu, ou a redução das mensalidades das creches, mas são medidas avulsas tomadas em desespero, nas vésperas de eleições, que nem estavam no programa do Governo”.

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