CDS explica importância do Estatuto do Cuidador Informal

11 Fev 2019 / 13:59 H.

“É preciso encontrar novas respostas para acrescentar esperança e qualidade de vida a uma maior longevidade das pessoas”, disse esta segunda-feira José Manuel Rodrigues, presidente do CDS Madeira, que numa acção de rua, junto ao Centro de Saúde da Calheta, explicou à população a importância do Estatuto do Cuidador Informal, proposta que o CDS assumiu como bandeira nos últimos meses e depois de o PS na República a ter recusado, tendo recuperado há uma semana, após Assunção Cristas anunciar que iria levar ao Parlamento a mesma iniciativa da responsabilidade da antiga ministra socialista da Saúde, Maria de Belém Roseira.

No caso concreto da Madeira, o dirigente do CDS referiu que a Região está confrontada com um problema. “Temos 600 pessoas que estão nos hospitais com alta médica, mas não têm para onde ir”, precisou, para acrescentar: “Por outro lado, temos uma lista de espera com mais de 1.000 pessoas à espera de internamento num lar. É preciso responder a estes dois desafios. A proposta do CDS vai no sentido de dar apoio financeiro ao cuidador informal, que pode ser um familiar ou um vizinho”, explicou.

O custo para a Região e para o Estado de uma diária num hospital é de 180 euros/dia. José Manuel Rodrigues conclui que os 435 euros mês que o CDS propõe, o equivalente a 1 IAS - Indexante dos Apoios Sociais - “representa uma poupança grande para a Região” e considera “justo compensar quem cuida dos seus no conforto das suas casas”, porque “o desafio dos nossos dias é dar esperança de vida à longevidade”, referiu.

José Manuel Rodrigues fez-se acompanhar dos presidentes das Juntas de Freguesia da Fajã da Ovelha e da Ponta do Pargo, respectivamente, Gabriel Neto e Manuel da Costa, dirigentes do CDS-PP Madeira.