Ética e Transparência

16 Abr 2019 / 20:14 H.

    Porque razão na Madeira desde (quase) sempre não há, ao contrário por exemplo do resto do País regras claras na fronteira entre os cargos políticos e a ligação a empresas privadas principalmente quando estas têm negócios directamente relacionados com as áreas de actuação desses mesmos detentores de cargos políticos? Relembro por exemplo, pois tem sido noticia por diversas vezes o denominado GALPGATE (secretários de Estado convidados para assistirem a jogos do Europeu pela GALP e que foram demitidos e têm processos a decorrer). Na Madeira e pela notícia publicada no Diário de 2ª feira estamos perante uma nítida questão de, para além de falta de bom senso, duma forma de actuação que em nada beneficia a Ética e a Transparência mesmo que tenhamos todos em boa nota o político envolvido. Como alguém escreveu hoje nas Cartas “ À mulher de Cesar não basta ...”. Quando se desempenha cargos políticos temos de ter a preocupação de manter e separar qualquer sinal que possa colocar em causa a nossa maneira de agir e tratar todos por igual não dando azo a que alguém pense estarmos a beneficiar terceiros por qualquer motivo. Não é o caso, goste-se ou não! Actuando desta forma coloca-se sempre a duvida e prejudica-se terceiros (empresa privada e a equipa de competição) que em nada contribuem para isso. Imaginem que esta situação se passava com o Dr. Mário Centeno (também pode gostar de rallies...). O que não seria o escândalo nacional e internacional!? Por cá tudo na maior, ainda não ouvi um único comentário de qualquer político e de qualquer Partido. Será que afinal é aceitável este posicionamento? De facto vivemos num cantinho do Mundo onde até estas situações são levadas sem crítica. Por mim e porque continuo a acreditar que a Democracia e a Politica têm regras e que não pode valer tudo se houvesse um pingo de vergonha no mínimo aconteceria um pedido de demissão. Exagero? Talvez ... mas vejam o que aconteceu aos Secretários de Estado só por terem aceitado convites para irem ver um jogo de futebol. Pois é, mas aqui é diferente. Já não será tempo de exigirmos Ética e Transparência na nossa política caseira?

    Aníbal Sequeira

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