Clubes da II Liga também não contratam jogadores que rescindam

09 Abr 2020 / 01:11 H.

Os presidentes dos clubes da II Liga decidiram hoje, conjuntamente, que nenhum dos emblemas contratará qualquer futebolista que rescinda unilateralmente o seu contrato de trabalho por causa da pandemia de covid-19.

Um dia depois de os clubes da I Liga assumirem igual compromisso, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou em comunicado que as formações da II Liga se uniram “na regra”, após reunião com o líder da LPFP, Pedro Proença.

“Nenhum dos emblemas deste escalão avança para a contratação de um jogador que rescinda unilateralmente o seu contrato de trabalho, evocando questões provocadas pela pandemia de covid-19 ou de quaisquer decisões excecionais decorrentes da mesma, nomeadamente da extensão da época desportiva”, diz o comunicado.

Ainda segundo a LPFP, os clubes estão “unidos para passar este momento de dificuldade e com voz única”.

“Os presidentes dos clubes do escalão secundário, sempre em articulação com a Liga, terão capacidade de superar este momento tão difícil para toda a indústria. Os responsáveis acreditam que, mais do que nunca, os problemas e desafios com que se depararam são comuns e é imperativo que a resposta seja, também ela, conjunta”, finaliza o comunicado.

Na quarta-feira, tinha sido a vez dos clubes da I Liga tomarem a mesma posição, após uma reunião por videoconferência entre Pedro Proença e os presidentes dos 18 primodivisionários.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 86 mil. Dos casos de infeção, cerca de 280 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia. O continente europeu é, neste momento, o mais atingido, com mais de 772 mil infetados e mais de 61 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 380 mortes (mais 35 do que na véspera) e 13.141 casos de infeções confirmadas (mais 699), segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.