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Turismo na Madeira: crescer em valor, reforçar a resiliência

A Madeira detém um ativo económico valioso: continua a beneficiar de uma procura turística forte. O atual contexto geopolítico reforça os atributos naturais da região, mas coloca também desafios.

Em 2025, a Região recebeu 2,44 milhões de hóspedes (+9%), com 12,8 milhões de dormidas (+8%) e gerou 894 milhões de euros em proveitos no alojamento turístico (+17%). O maior crescimento em valor face ao crescimento em volume é o dado mais relevante. E esta é a visão para um futuro mais sustentável do turismo, assente em produtividade e, em particular, sem depender de maior pressão sobre o território e as infraestruturas. Assim, contribuirá para uma ainda maior capacidade de retenção de riqueza na Região.

Mas, na atualidade, com elevada incerteza geopolítica, o turismo já não depende apenas da qualidade do destino, mas cada vez mais de fatores exógenos: dos preços da energia e dos transportes aéreos, do poder de compra nos mercados emissores, das ligações aéreas, da estabilidade sociopolítica e da reputação ambiental.

A Madeira tem natureza, clima, segurança, reputação, hospitalidade e qualidade de serviço. Mas estas vantagens devem ser complementadas por produtividade e resiliência. O futuro dependerá da solidez das empresas, da qualidade do investimento e da capacidade de gestão do risco.

Todos os stakeholders, operadores, empresários e agentes públicos, devem continuar a olhar para o setor com visão estratégica, mas também crítica. As infraestruturas turísticas (aeroportos, hotéis e restaurantes) são relevantes, mas também o é a qualidade e sustentabilidade dos operadores, com necessidades acrescidas de investimento: requalificação dos alojamentos, com maior foco na sustentabilidade e eficiência energética, mobilidade limpa e produtividade serão os fatores fundamentais para o futuro do setor. A diferenciação da oferta será, também, complementada por uma maior integração dos recursos locais (hortofrutícolas e pescado) sustentáveis, ampliando a necessidade de investimento a todos os setores de atividade da Região.

O setor bancário tem sido fundamental no apoio a esta transformação, financiando os projetos que contribuem para aumentar a qualidade da oferta, e, inclusive, apoiando a diversificação – nacional e internacional – dos principais operadores. Continuará a sê-lo, com soluções adequadas ao perfil de cada projeto, e, neste âmbito, o Santander assume a sua responsabilidade enquanto “o Banco da Madeira”.

O mundo continuará a viajar, mas de forma mais seletiva, sensível ao preço, mas focado na experiência e exigente quanto à sustentabilidade. A Madeira irá responder, com ambição, mas também com pragmatismo, ou seja, com maior foco no valor criado, retido e protegido. Deste modo, dará continuidade à sua estratégia, de transformar o receber bem em prosperidade regional sólida.