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Sete mortos e 150 sequestrados em ataques de homens armados na Nigéria

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Pelo menos sete pessoas morreram e 150 foram sequestradas, a maioria mulheres e crianças, em ataques de homens armados contra várias comunidades do estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, confirmaram hoje à EFE fontes da sociedade civil.

"Dezenas de bandidos atacaram as comunidades de Kurfa Danya e Kurfan Magaji, na zona de Bukuyyum, na noite de quinta-feira, bem como outras, e assassinaram sete pessoas", declarou o secretário da Coligação da Sociedade Civil de Zamfara, Arrahiru Mohammed.

Os atacantes irromperam em numerosas motocicletas e dispararam "indiscriminadamente", sequestraram pelo menos 150 pessoas, "na maioria mulheres e crianças", arrasaram habitações e roubaram o gado daquelas populações.

"Deixaram as comunidades mergulhadas na dor. O Governo deve agir com decisão perante esta situação, não podemos continuar assim. Não podemos continuar a ver como os bandidos invadem as nossas comunidades e massacram o nosso povo à vontade. Devemos agir já", concluiu Mohammed.

O porta-voz da polícia do estado, Yazidi Abubakar, confirmou à EFE o ataque, mas sem especificar o número de mortos nem de pessoas sequestradas.

"Sim, houve um ataque em Bukuyyum em que sequestraram muitas pessoas. Ainda não temos todos os detalhes, mas estamos a tomar as medidas necessárias para capturar os responsáveis e resgatar as vítimas", explicou Abubakar.

Alguns estados da Nigéria, sobretudo no centro e noroeste do país, sofrem ataques constantes por parte de bandidos, termo usado para nomear grupos criminosos que cometem assaltos e sequestros em massa para pedir resgates, que as autoridades às vezes chamam de "terroristas".

A esta insegurança soma-se a atividade do grupo extremista Boko Haram no nordeste do país e, desde 2016, da sua cisão, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).

No noroeste, o Lakurawa, um grupo aparentemente ligado à organização terrorista Estado Islâmico - Província do Saara (ISSP, na sigla em ingês), também costuma cometer atentados nos estados de Kebbi e Sokoto.