Cadê a Psiquiatria?
Se não me falha a memória, podemos contabilizar pelo mundo mais de vinte conflitos, nos últimos 10 anos, uns maiores que outros... mas não serão tão fáceis de explicar, ou melhor, de justificar cada um deles... onde interferem países como Afeganistão, Arménia, Burkina Faso, Cuba, Darfur, Etiópia, EUA, Iémen, Irão, Israel, Líbano, Mali, Mianmar, Moçambique, Palestina, Paquistão, República Centro-Africana, Ruanda, Rússia, Síria, Somália, Sudão, Ucrânia, Venezuela... todos estes países mais ou menos referenciados nos noticiários e, com certeza, também identificados nas vossas memórias.
Portanto, as notícias nos jornais, nas televisões, são maioritariamente relacionadas com conflitos, que passam por combates que depois podem chegar a guerras... com os efeitos colaterais habituais, que são migrações, refugiados, sempre com mortos, feridos e deslocados... faltando ainda somar muitos outros pequenos conflitos, dos mais variados, dos mais justificados, dos mais esperados e dos menos ou nada aplaudidos.
Como se diz na “gíria”: uma guerra começa num dia, mas não se sabe quando acaba! Por cada conflito devem existir pelo menos dois líderes, dois comandantes, dois mentores, dois provocadores, que, na maioria das vezes, me parecem cérebros problemáticos... quer de um lado quer do outro.
Em termos de análise não belicosa, mas diagnóstica, tratam-se, na maioria, ou até na totalidade, de casos evidentes de interferências psíquicas, maiores ou menores, no exercício das suas capacidades, principalmente as capacidades de agressão, com o agravamento de poder ser exercido ao nível ou na dimensão de conflito entre dois ou mais países.
E assim faço a sugestão seguinte... em que deva ser aconselhada, ou até exigida, nos governos de alguns países do mundo, a presença de um assessor-psiquiatra, ou então um secretário-psiquiatra, ou mesmo um ministro-psiquiatra, com duplas funções, uma delas ajudar a resolver, de maneira correcta, os problemas relacionados com a “torre de comando” dos dirigentes eleitos ou nomeados/convidados a dirigir!
O que acham da ideia? É sempre a “torre de comando” quem comanda o corpo! E é sempre o corpo quem efectua os actos que lhe são dirigidos e facultados, com os efeitos que depois são ou não apurados. E depois, quando o mal acontece... e tudo começa a piorar, a “alma” é quem vai ter de pagar os estragos! Fisicamente... não paga nada, vai então pagar mentalmente... ou seja, também nada paga!
Assim, se controlarmos a “torre de comando”, passamos a poder controlar o corpo e a alma! E deste modo, chegando ao extremo ponto de precisar de alguém classificado, licenciado com mestrado, com capacidades para controlar o corpo e, por inerência, a alma de um grupo de dirigentes de territórios ou de países, com o objectivo de que os seus povos residentes possam beneficiar de uma estabilidade, de segurança e qualidade de serviços e, finalmente, uma qualidade de vida que sempre se espera e até se exige.
Para assim poder acontecer, que esses vários governos defendam afincadamente aquele que é o seu próprio espaço de vida real! Para que diminuam ou parem as migrações de países ricos e se redistribuam essas próprias riquezas por todos aqueles que neles residem e não por alguns, muito poucos... mais ou menos bem conhecidos... como podem perceber!
O mundo actual anda preocupado com o “racismo”, o “fascismo”, o “nazismo”, o “wokismo”, tudo produtos fabricados com a mesma argamassa, todos eles com os mesmos defeitos, mas todos estão a ser utilizados com a mesma função “administrativa”, para tirar de muitos e redistribuir por poucos! Isto só pode acontecer por falta de cultura, de iliteracia funcional e falta de “testa”!
Para ter uma noção geográfica dos problemas, basta tirar a fotografia “por satélite” aos países dos continentes africano e do oeste asiático para perceber porque existem disfuncionalidades territoriais.
Sem um tratamento psíquico dos responsáveis, verdadeiros pacientes identificados como tal, não chegamos lá... e vamos sofrer as consequências, “à la longue”, da gestão danosa de imensos territórios do nosso planeta. Os problemas têm de ser tratados onde eles existem e onde nasceram! Não está certo transplantá-los para outros lados, com sequelas evidentes para uns e outros!
Não se pode admitir que países ricos estejam a ser explorados por “meia dúzia” de “pacientes” ainda não devidamente identificados!
As farmácias têm tudo para tratar ou minimizar as doenças... à excepção das doenças cirúrgicas! Basta conhecer a pessoa certa para escolher o nome ajustado do medicamento! Para ter saúde por fora, tem de se tratar por dentro! A Medicina está sempre a avançar e sempre a melhorar! Acreditem!
P.S. Quando é que os “tratuários” serão para as pessoas e não para carros e motas? Além de ocuparem esses espaços ilegalmente, ainda danificam os seus pavimentos, mais tarde recuperados pelo “erário público”... ou seja, por todos nós? — Diz o povo: “O seu a seu dono”!