O sucesso da Feira do Livro
Terminada a Feira do Livro do Funchal, a 52.ª edição deste evento que é tão somente o mais antigo promovido de forma ininterrupta pela Câmara Municipal do Funchal e que, mais do que uma marca consolidada e histórica, se trata de um instrumento estratégico de promoção da cultura, tendo no centro, a paixão e importância do livro, num mundo cada vez mais digital e em que, constantemente, se afirma que, hoje, cada vez mais menos se lê, e que as políticas públicas, nesta área, pecam por escassas e por não serem estruturais, o balanço a fazer, mesmo correndo o risco de estarmos a ser juízes em causa própria, só pode ser extremamente positivo.
Foram nove dias de uma autêntica festa da cultura, em que o livro esteve interligado a praticamente todas as artes, num investimento municipal de 200 mil euros que contou com a participação de mais de 52 editoras, livrarias e projectos independentes, distribuídos por 36 stands, tendo esta edição incluído 11 novos participantes numa demonstração de vitalidade e renovação, não só da própria Feira do Livro, mas também do sector cultural do Funchal e da Região.
Durante estes nove dias de Feira do Livro em que a Placa Central do Funchal se transformou num verdadeiro palco da criação realizaram-se 219 actividades , entre as quais 22 apresentações de livros, 14 lançamentos editoriais, mais de 100 sessões de autógrafos, concertos diários, 21 espectáculos de teatro e marionetas, mais de 20 actividades infantojuvenis e mais de 20 actuações de rua, números estes que bem relevam a dimensão e importância deste certame, cuja longevidade não impede a sua reinvenção e afirmação. Bem pelo contrário.
Refira-se igualmente a realização do II Colóquio da Literatura Madeirense e a valorização da produção literária regional e as parcerias com a CMF, que resultaram em que dez das 14 obras inéditas lançadas tenham tido o apoio municipal.
Nesse sentido e porque o pude constatar, in loco, inclusivamente tendo sido referido pelos participantes como algo extremamente positivo, realçamos o papel fundamental que as nossas escolas e professores tiveram, no sucesso da Feira do Livro, mormente pela organização das visitas dos nossos estudantes à Feira do Livro.
De igual modo e porque tantas vezes é um trabalho árduo e ignorado, destacamos a entrega, competência e dedicação, inexcedíveis de todos os colaboradores do Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Funchal. A todos vós o nosso sincero obrigado, já que e relembrando a máxima de dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César, sem o vosso empenho e profissionalismo, a 52ª Feira do Livro do Funchal não teria sido o sucesso que foi e que nem o mau tempo dos primeiros dias afectou.
Da nossa parte e enquanto decisores políticos, o que se pede e quer é que saibamos responder aos desafios que o Funchal enfrenta e, neste caso, na Cultura em geral, e na Feira do Livro, em particular, a missão agora é fazer com que a próxima edição seja ainda melhor, a tarefa não é fácil mas os funchalenses sabem que podem contar connosco, o apoio à cultura é uma das nossas prioridades e vamos continuar a trabalhar para que a sua afirmação, na nossa cidade, continue a acontecer sem descurar o que temos de melhor, o talento e a criatividade dos funchalenses.