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Madeira

Madeira em situação de “pleno emprego" e jovens licenciados encontram colocação com facilidade

Existem entre 400 a 500 cidadãos estrangeiros inscritos no centro de emprego da Região

Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, acompanhada pelo Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Emprego da Madeira, Pedro Gouveia
Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, acompanhada pelo Presidente do Conselho Directivo do Instituto de Emprego da Madeira, Pedro Gouveia, Foto IP

A Região Autónoma da Madeira regista actualmente níveis de desemprego inferiores à média nacional, encontrando-se numa situação próxima do “pleno emprego”, afirmou esta segunda-feira a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, durante a inauguração da exposição fotográfica 'IEM — 25 anos de história'.

A governante destacou que os resultados reflectem a conjugação das políticas públicas de emprego com a estratégia económica do Executivo regional. “As políticas de emprego efectivamente combatem o desemprego e a política económica e fiscal do nosso Governo permite às empresas ter a pujança necessária para continuarem a contratar trabalhadores”, afirmou.

Segundo Paula Margarido, os programas de emprego, financiados em cerca de 80% pelo Fundo Social Europeu, têm permitido integrar desempregados no mercado de trabalho através das empresas regionais. “Tudo vamos continuar a fazer para que aquelas pessoas que estejam registadas no desemprego possam voltar ao mercado de trabalho”, assegurou.

A responsável apelou, na ocasião, às entidades empregadoras para que recorram ao Instituto de Emprego da Madeira sempre que necessitem de recrutar trabalhadores, sublinhando a importância da articulação entre empresas e serviços públicos.

Também o presidente do Conselho Directivo do Instituto de Emprego da Madeira, Pedro Gouveia, destacou a evolução positiva dos indicadores, revelando que o número actual representa uma redução face aos valores registados anteriormente. “O que temos verificado é que efectivamente as políticas de emprego estão a surtir o seu efeito”, afirmou, explicando que Janeiro tende a ser um mês mais complexo devido ao aumento sazonal do desemprego, realidade transversal a todo o país.

Segundo o responsável, a tendência está agora a inverter-se. “Em Março já registamos uma descida, já começamos a ter mais colocações e, portanto, a tendência do desemprego registado estar a aumentar está agora a inverter”, explicou.

Quanto ao perfil dos desempregados, o presidente do instituto referiu que não existe um padrão único. “É do mais variado possível”, disse, indicando, contudo, que actualmente há ligeiramente mais mulheres inscritas do que homens, embora a diferença seja reduzida.

Em termos de qualificações, a maioria dos desempregados situa-se entre o 12.º ano e a licenciatura, enquanto as idades variam entre os 18 e os 60 anos. O desemprego jovem representa cerca de 1.200 inscritos do total actual.

O responsável adiantou ainda que existem entre 400 e 500 cidadãos estrangeiros inscritos nos centros de emprego da Região. Nestes casos, explicou, os candidatos tendem a aceitar diferentes oportunidades profissionais consoante as suas qualificações. “De modo geral aceitam aquilo que é oferecido em termos de colocações”, afirmou.

As áreas com maior procura de trabalhadores continuam a ser a hotelaria, restauração e construcção civil, sectores que mais recorrem ao instituto para recrutamento.

Relativamente ao tempo médio de integração no mercado laboral, o dirigente indicou que o processo demora cerca de 45 dias. “Desde o processo de candidatura até à efectiva colocação temos uma média entre um mês e meio a dois meses”, precisou.

O presidente do instituto salientou ainda que, embora muitos jovens licenciados procurem emprego na sua área de formação, algo privilegiado pelas medidas de estágio profissional, continuam a existir casos de colocação fora da área académica, dependendo das necessidades do mercado.

A exposição 'IEM — 25 anos de história' assinala o percurso do Instituto de Emprego da Madeira ao longo de um quarto de século, destacando programas, iniciativas e resultados alcançados no apoio ao emprego e à qualificação profissional na Região.