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Madeira

PS quer baixa de impostos para travar aumentos nos combustíveis e no gás

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O PS-Madeira manifestou preocupação com o impacto da guerra no Médio Oriente no aumento do custo de vida dos madeirenses, exigindo ao Governo Regional que tome medidas imediatas para mitigar esse problema, nomeadamente ao nível dos preços dos combustíveis e do gás.

Célia Pessegueiro foi a porta-voz de uma conferência de imprensa ocorrida esta manhã, tendo afirmado que " Governo tem de governar" e tem de baixar já os impostos sobre estes produtos, concretamente no que se refere ao IVA.

A guerra não pode ser um momento para o Governo encher ainda mais o mealheiro. Célia Pessegueiro

A presidente do PS-Madeira defendeu a baixa de 30% no IVA (conforme previsto na Lei de Finanças Regionais e no Estatuto Político-Administrativo da Região), "para que os madeirenses não sintam o impacto desta escalada de preços". “Foi assim, a semana passada, no Continente e é aquilo que se perspectiva para a próxima semana se, amanhã, o Governo Regional não anunciar alterações”, declarou, reforçando que aquilo que se exige é a aplicação do diferencial fiscal máximo.

Célia Pessegueiro chamou a atenção para outras repercussões do conflito, nomeadamente o aumento dos custos dos cereais, da energia e do preço da prestação da casa, devido à variação da taxa Euribor. “Qualquer variação neste momento, para a larga maioria das famílias madeirenses, representa um impacto insuportável”, alertou a socialista.

“Não percebemos porque é que o Governo não governa, não antecipa cenários, não antecipa medidas para chegar à larga maioria das pessoas”, sublinhou, vincando a necessidade da adopção de medidas que beneficiem “uma classe média trabalhadora que já não tem mais onde ir buscar dinheiro para suportar esta situação”.

Além disso, Célia Pessegueiro considerou inaceitável que os madeirenses paguem cerca de 30 euros por uma botija de gás, enquanto os açorianos pagam cerca de 22 euros, o que mostra que o Governo Regional “fica com mais oito euros” do que o Executivo açoriano. “Não faz qualquer sentido que o Governo Regional continue a ganhar com a escalada de preços, mantendo os impostos no máximo, sem espremer as suas margens” para permitir que “os madeirenses consigam ter mínimos de qualidade de vida, tendo em conta este cenário internacional que nos afeta a todos”, rematou.