208
A ER 208, conhecida como Estrada das Ginjas, é muito mais do que um simples caminho. É um sonho antigo, com mais de cinquenta anos, que permanece inacabado, como as célebres obras de Santa Engrácia. Longe de representar uma ameaça, a ER 208 é uma necessidade vital para a Madeira e, em especial, para a população de São Vicente.
Esta via significa segurança, mobilidade e esperança. É uma alternativa real de entrada e saída da nossa terra, indispensável em situações de emergência. Ainda assim, há quem se oponha à sua conclusão, apresentando cenários alarmistas que não correspondem à realidade. Muitos desses opositores nunca visitaram a zona. Falam de destruição da Laurissilva, quando a estrada está aberta há anos, faltando apenas a pavimentação e os arranjos finais das águas. A floresta permanece preservada, como qualquer pessoa que conheça o local pode comprovar.
Importa esclarecer: são muito poucos os que não respeitam a natureza. A esmagadora maioria deixa o espaço nas mesmas condições em que o encontrou, valorizando cada elemento da paisagem. A generalização injusta não serve a verdade nem a causa ambiental. Existem exemplos claros na nossa história: a ligação entre São Vicente e a Encumeada existe há décadas e a floresta continua intacta. O mesmo aconteceu no Fanal, apesar da oposição inicial. Não houve desastre nem destruição.
O verdadeiro desafio é encontrar equilíbrio entre preservação e desenvolvimento responsável. Defender a ER 208 não é atacar o ambiente; é garantir segurança, criar oportunidades e afirmar que São Vicente tem direito a crescer com responsabilidade e respeito pela natureza.
Estarei sempre na defesa da floresta da Madeira.
Estarei igualmente na defesa dos legítimos interesses do nosso povo e do futuro da nossa terra.