PCP defende derrube do pacote laboral
Foi numa acção de contacto com a população, esta manhã, no Caniço, que o PCP defendeu outro rumo para o país e para a Região, nomeadamente através do derrube do pacote laboral. António Baptista Monteiro assume que os trabalhadores já demonstraram de forma inequívoca a rejeição destas medidas, exigindo a revogação das normas mais gravosas da legislação laboral.
O dirigente regional do PCP alertou para o facto de que "o início do ano de 2026 trouxe uma nova machadada em salários que já eram baixos, com o aumento dos preços dos alimentos, dos combustíveis e das rendas de casa, entre outros bens e serviços essenciais". "Enquanto os lucros dos grandes grupos económicos continuam a crescer, a vida está cada vez mais difícil para quem trabalha", aponta, acrescentando que , "aos salários curtos e ao aumento do custo de vida soma-se o acesso cada vez mais difícil à habitação".
Por outro lado, no que se refere aos bancos, "registam 17,2 milhões de euros de lucros por dia".
Nada disto resulta do acaso, mas sim das opções do Governo PSD/CDS, apoiado pelo Chega e pela IL e com a cumplicidade do PS. A esta realidade junta-se ainda a intenção de fazer aprovar um pacote laboral que constitui uma verdadeira declaração de guerra aos trabalhadores. António Baptista Monteiro
Para o PCP, perante as dificuldades sentidas pela maioria da população, o Governo e os partidos que o apoiam optam por agravar os problemas em vez de lhes dar resposta. "O ataque aos direitos representa uma resposta aos interesses do grande patronato, visando aumentar a exploração e a concentração da riqueza, à custa da degradação das condições de vida dos trabalhadores", afirmou António Baptista Monteiro.
Na sua intervenção, António Baptista Monteiro destacou ainda que os problemas do país e da Região exigem um outro rumo. Nesse quadro, salientou a importância da participação massiva dos trabalhadores na jornada de luta convocada pelo movimento sindical, que terá lugar na Região no próximo dia 28 de Fevereiro, com concentração pelas 10 horas, na Rua do Bom Jesus, junto à Casa Sindical, seguida de manifestação até à Rua Dr. Fernão Ornelas, no Funchal.