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Vai viajar? Tenha atenção aos custos de usar o telemóvel no estrangeiro

Roaming aplica-se na União Europeia, mas há limites aos quais deve ter atenção.

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Foto Shutterstock

Desde Junho de 2017, na União Europeia está instituído o serviço ‘Roam Like at Home’, o que significa ‘Roaming como em casa’, que se traduz na possibilidade dos cidadãos que usem os telemóveis no Espaço Económico Europeu façam-no com as mesmas condições que no seu país de origem. Isso significa, por exemplo, que um português pode fazer chamadas, enviar mensagens e usar dados móveis pagando o mesmo que em Portugal.

Em relação às chamadas e aos sms, o serviço mantém-se o mesmo, mas em relação aos dados móveis, o cenário pode ser diferente.

Quem chega a essa conclusão é a Deco Proteste, que testou alguns dos tarifários das operadoras, para perceber como funcionam noutros países. Um dos exemplos é o tarifário da Woo, que disponibiliza 100 GB de dados móveis em Portugal, mas que ao chegar a Itália, passam a estar disponíveis apenas 10 GB de dados móveis.

“Os operadores são obrigados a disponibilizar um volume razoável de dados em roaming, com base numa fórmula definida pela Comissão Europeia”, explica a Deco Proteste. O volume disponibilizado tem em conta o preço mensal do tarifário e o preço regulado do serviço de dados no mercado grossista. A grande maioria dos operados disponibiliza valores acima do exigido.

Fora da UE não se aplica o roaming

Se na União Europeia tem disponível o roaming, o mesmo não se aplica em países fora da UE. Neste caso, o operador local define as tarifas de roaming e os preços variam bastante consoante o país e região. Por isso, antes de usar o telemóvel, consulte os preços do roaming para o país que quiser visitar.

As tarifas podem ser consultadas na sua área de cliente ou no site do operador. “Verifique os preços aplicáveis ao país de destino. Alguns operadores disponibilizam pacotes específicos para fora da UE, para alguns países ou regiões, com preços mais vantajosos”, indica a Deco. Deve tratar de tudo ainda antes de viajar, ponderando o valor do serviço.

Caso não se importe de usar outro operador, pode sempre comprar um  cartão SIM ou eSIM no destino. “Na maioria dos países, um cartão pré-pago local, que basta inserir no smartphone (ou activar, no caso do eSIM), é a solução mais económica para aceder a dados móveis e efetuar chamadas, sem receio de surpresas na factura”, explica.

Utilização de dados exige cuidado

A utilização de dados requer cuidados acrescidos, uma vez que facilmente se pode esgotar o plafond e receber valores ‘a mais’ na próxima factura de telecomunicações. Há que ter em atenção que as aplicações de streaming de vídeo, como Netflix ou YouTube, podem gastar entre 0,3 GB por hora, na definição-padrão, e 9 GB por hora, em 4K.

Já se falarmos no Tik Tok, a utilização de dados móveis pode ser de 4MB de dados por cada vídeo de 15 segundos. Ao fazer scroll, os dados vão sendo utilizados de forma recorrente. Por isso, se quiser assistir a vídeos ou filmes, baixe-os para o seu telemóvel antes de sair de Portugal ou utilize redes gratuitas de wi-fi.

Atenção que as actualizações automáticas também podem levar ao consumo de dados sem que o queiramos fazer, pelo que devem ser desactivadas.

Por outro lado, os backups devem estar definidos para serem realizados apenas quando ligado a uma rede wi-fi.

Por fim, nas redes sociais, evite a reprodução automática de vídeos, podendo activar o modo de economia de dados