PSD acusa PS de obstrução no caso do ISAL
"Sancha Campanella foge há 3 meses de esclarecer o Parlamento", acusa o partido
O Grupo Parlamentar do PSD Madeira manifestou hoje a sua indignação perante a alegada recusa de Sancha de Campanella, vice-directora geral do Conselho de Direcção do ISAL e deputada do PS, de prestar esclarecimentos sobre a "grave situação" que afecta o Instituto Superior de Administração e Línguas (ISAL), impactando alunos e famílias.
Desde a aprovação parlamentar em Outubro de 2024, o PSD denuncia que, a pedido da deputada Sancha de Campanella, o Presidente da Comissão de Educação, liderada pelo PS, tem "desrespeitado" os trabalhos da Assembleia Legislativa, com atrasos e impedimentos na realização de audições. Passados mais de três meses, segundo os social-democratas, a deputada continua a evitar o Parlamento, não colaborando para o esclarecimento do caso.
Esta dualidade de critérios evidencia uma incoerência gritante, pois, enquanto exige transparência e prestação de contas de outros, Sancha refugia-se na justiça para evitar ser ouvida sobre questões que ela própria é responsável. Este comportamento do PS reforça uma postura que se tornou padrão: sempre que o assunto envolve um dos seus, o partido age de forma a encobrir responsabilidades e evitar o escrutínio público e este caso do ISAL não é excepção. O PS, que preside à comissão parlamentar de educação, tem constantemente utilizado a sua posição para atrasar ou impedir a realização das audições necessárias, privando os madeirenses de esclarecimentos fundamentais. Grupo parlamentar do PSD
O PSD-Madeira assegura que não colaborar com qualquer tentativa de "branqueamento da verdade e de ludibriar" os principais afectados, que são os alunos e as suas famílias. "Não aceitaremos que Partidos ou Deputados desrespeitem a Assembleia Legislativa em benefício dos seus interesses pessoais", sublinha.