Boa Noite

Investigue-se

A Madeira paga para que políticos regionais sejam queimados na praça pública nacional?

Boa noite!

De quando em vez o País das notícias, com manifesta amnésia selectiva, dá como exclusivo o que, sendo explosivo, não é novo. O envolvimento de Paulo Cafôfo num processo em segredo de justiça, logo de contornos desconhecidos, vem de 2018, foi notícia na Região desde Outubro de 2020 e só esta semana foi manchete no Correio da Manhã.

Que este jornal se dedique com entusiasmo à caça aos políticos no poder e tiro ao alvo ao governo socialista é uma legitima opção editorial, como tantas outras, que não para aqui chamada, mesmo que alguns a classifiquem de escrutínio destemido e outros de perverso ajuste de contas por razões económicas. Mas que dê como novo o que é requentado e que quase toda comunicação nacional, e alguma local, manifeste espanto e lhe siga o rasto, é que é preocupante e, quem sabe, merecedor de reflexão.

Não deviam os jornais ter memória e possuir mecanismos de verificação de dados quando têm que gerir assuntos delicados? Deviam, mas isso dá trabalho e gera inimizades. E também não é para isso que são principescamente pagas as agências de comunicação, curiosamente as mesmas que sempre que a Madeira surge debaixo de fogo no plano nacional, tentam desviar atenções, colocando na imprensa dita de referência, notícias requentadas como as que envolvem o agora secretário de Estado das Comunidades.

Os colonialistas e os especialistas que nos querem manter comos escravos das centrais de informação que ditam tendências ainda não perceberam que longe vão os tempos em que os madeirenses tinham que esperar que chegassem os jornais continentais para conhecerem notícias da Região. E como hoje se recordou, nas duas últimas tentativas de linchamento público nacional de um político madeirense, porventura a mando de adversário regionais nervosos com o ‘Sérgiogate’, os madeirenses souberam primeiro das suspeitas, há muito tempo.

Mudaram-se os tempos, mesmo que tanto cá, como lá, persistam teimosamente tiques reprováveis que causam danos que não se resolvem com desculpas.