Madeira

CDS destaca trabalho "meritório" de Teófilo Cunha no Mar e Pescas

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Foto DR/CDS

À saída do encontro do Grupo Parlamentar do CDS/PP na Assembleia Legislativa da Madeira com o secretário regional de Mar e Pescas, a deputada Ana Cristina Monteiro destacou o trabalho "meritório" que tem vindo a ser feito por Teófilo Cunha nas duas principais áreas por si tuteladas, concretamente o Mar e as Pescas. 

De acordo com a centrista, entre as "medidas avulsas" e "decisões importantes" destacam-se a implementação do projecto 'Escola Azul', uma forma de os jovens em idade escolar despertarem para a importância do mar, sendo, actualmente, e passados três anos, 30 escolas ligadas ao projecto. 

Outra medida apontada pela deputada do CDS prende-se com os apoios dados pelo Governo Regional no âmbito da mitigação das consequências da pandemia da covid-19 no sector das pescas. Nas contas da centrista, em causa estará uma verba de 2 milhões de euros de apoios, entre 2020 e 2021. Nestas verbas exclusivas do Orçamento da Região estão incluidos 750 mil euros de isenções do pagamento das taxas nas lotas referentes à conservação, congelação e fornecimento de gelo às embarcações. 

Mas a acção da secretaria dirigida por Teófilo Cunha não se fica por aqui. A recolha de dados da pesca, nomeadamente do tubarão Gata, que era exigida, há 14 anos, pela União Europeia, mas que ainda não havia sido iniciada, é agora uma realidade. O mesmo se passa com a instalação do corpo de Inspectores de Pesca, um aspecto em que a Região estava em falta perante a UE. 

No seu entender, tem sido meritório o papel do governante no debate que tem sido feito em torno da aquicultura, seguindo as recomendações das organizações internacionais, trazendo para a agenda política para a opinião pública este tema. Lembra que, em plena pandemia, a produção de peixe em cativeiro cresceu. De acordo com as empresas que operam no mercado, 90% da produção regional de aquacultura é para a exportação para a grande distribuição (grandes superfícies), os outros mercados são a hotelaria e a restauração.

A tendência de crescimento manteve-se em 2021. No final deste ano, o negócio da aquacultura gerou a comercialização de 1.627 toneladas de peixe que renderam 7,7 milhões de euros. São valores recordes e muito superiores ao registados antes da pandemia, quando o sector conhecia uma produção de 1.500 toneladas e 5 milhões em volume de negócio. 

Ana Cristina Monteiro comparou a produção de peixe em cativeiro com a captura das espécies mais tradicionais na Região, concluindo que, no primeiro trimestre de 2022, de acordo com a Direcção Regional de Estatística, verifica-se que a venda de dourada na Madeira (506 toneladas) está muito próxima do peixe-espada (542 toneladas). Sucede, porém, que em termos de proveitos, a dourada já vale mais do que a espada, registando um volume de vendas de 2,4 milhões de euros e 1,7 milhões de euros, respectivamente. 

Considerando importante o trabalho desenvolvido por esta secretaria, criada do zero, a deputada enfatizou o relevo que tem sido dado ao sector do mar e das pescas pela equipa do também centrista Teófilo Cunha.