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Presidente do Conselho Europeu "indignado" com mísseis de Pyongyang

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O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, mostrou hoje a sua indignação "pelo comportamento agressivo e irresponsável" da Coreia do Norte por ter lançado cerca de 20 mísseis, dos quais alguns caíram em águas territoriais da Coreia do Sul.

"[Estou] indignado com o comportamento agressivo e irresponsável de Pyongyang por ter disparado mísseis numa fronteira marítima com a Coreia do Sul", escreveu Michel no Twitter, transmitindo, "em nome da União Europeia [UE]", a sua solidariedade a Seul e com "outros países da região".

Por sua vez, a porta-voz do alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, escreveu na mesma rede social que os lançamentos representam "uma escalada gratuita e perigosa" na "repetida violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas" por parte da Coreia do Norte.

"A UE reitera que o único caminho para a paz e a segurança na península coreana é que a República Popular Democrática da Coreia encerre as suas ações ilegais e desestabilizadoras e retome o diálogo", disse Nabila Massrali.

A Coreia do Norte disparou hoje 23 mísseis, um dos quais caiu perto das águas territoriais sul-coreanas, levando o Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, a denunciar uma "invasão territorial 'de facto'".

Depois de ter anunciado que a Coreia do Norte tinha disparado pelo menos 17 mísseis, o Exército sul-coreano disse que "foram detetados mais seis lançamentos de mísseis terra-ar nas direções oriental e ocidental".

Três mísseis balísticos de curto alcance foram lançados às 08:51 locais (23:51 de terça-feira em Lisboa) e um atravessou a chamada "Linha da Fronteira Norte", a divisão marítima 'de facto' entre os dois países, disse Seul.

O disparo desencadeou um raro alerta aéreo na ilha sul-coreana de Ulleungdo, cerca de 120 quilómetros a leste da península da Coreia, onde os residentes foram aconselhados a refugiar-se em abrigos, segundo a agência francesa AFP.

Trata-se da "primeira vez desde a divisão da península" após a Guerra da Coreia em 1953, que um míssil norte-coreano caiu tão perto das águas territoriais da Coreia do Sul, disse o Exército sul-coreano.

O Presidente sul-coreano convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para discutir o incidente, que os analistas dizem ser um dos mais agressivos e ameaçadores em vários anos.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz.