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Ex-assessor de Trump já não vai colaborar na investigação da invasão do Capitólio

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Mark Meadows, antigo chefe de gabinete do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não irá afinal cooperar com a comissão de investigação do ataque ao Capitólio, ao contrário do que tinha indicado, segundo foi noticiado na terça-feira.

Meadows, que estava previsto ser a primeira figura próxima do antigo presidente republicano a testemunhar perante o comité, que investiga o ataque ocorrido em 06 de janeiro, não deverá prestar declarações, segundo uma carta do seu advogado, divulgada por vários 'media' norte-americanos.

Um dos conselheiros mais próximos de Trump tinha aceitado fornecer "milhares de páginas de documentos" aos membros da comissão de investigação e estaria pronto para testemunhar, segundo revela a carta do advogado George Terwilliger.

Mas, pode ler-se ainda, esta comissão "não tem a intenção de respeitar o direito da anterior administração [liderada por Trump] em manter certas informações secretas", o que "torna esta audiência insustentável".

Em 06 de janeiro, centenas de manifestantes apoiantes do ex-presidente republicano investiram sobre a polícia para invadir o Capitólio e interromper a confirmação da vitória eleitoral de Joe Biden, na sequência de reiteradas acusações de Trump sobre a existência de fraude eleitoral generalizada, sem fundamentação credível.

O painel da Câmara dos Representantes pretende averiguar se existiram trocas de informações entre Mark Meadows e os organizadores das manifestações naquele dia, noticia a agência AFP.

A comissão já ouviu centenas de pessoas e tem aumentado o número de intimações a figuras próximas de Trump.

O republicano, que classifica esta comissão como "altamente tendenciosa", deu indicações à sua equipa para que não prestasse declarações, pedido que parece ter sido aceite pelo seu ex-chefe de gabinete na Casa Branca.

O ex-presidente republicano tem apresentado pedidos em tribunal para bloquear a investigação da comissão e procurou exercer o 'privilégio executivo' sobre a divulgação de dados e testemunhos, argumentando que estes deviam estar protegidos da opinião pública.

Em 30 de novembro tinha sido revelada a intenção de Mark Meadows em colaborar com a comissão da Câmara de Representantes na investigação à invasão do Capitólio.

O congressista Bennie Thomson anunciou na altura que a comissão tinha chegado a um acordo com Meadows, após dois meses de negociações e na sequência de o Departamento de Justiça ter indiciado Steve Bannon, ex-assessor de Trump, por desobediência ao Congresso, quando se recusou a testemunhar e a entregar documentos à comissão que investigava o ataque de 06 de janeiro ao Capitólio, invadido por apoiantes de Trump.

Normalmente discreto, Meadows, de 62 anos, foi falado nos últimos dias pela decisão em cooperar com o painel e sobre o lançamento de um livro sobre os últimos meses de Trump na Casa Branca.